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Inferências

Carreira 7 - Barreiro«O meu avô quando está triste escuta fados, e depois fica melhor»

“O meu avô esteve num Campo de Concentração. A minha avó, todos os anos, no 25 de Abril, vai colocar uma flor na sua campa”- disse-me, ontem, numa escola do Lavradio, um aluno no final de uma conversa sobre memórias de Abril.

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Carreira 7 - Barreiro «O meu avô quando está triste escuta fados, e depois fica melhor»

Por Jornal Rostos

Falar de Abril nas escolas

Ontem estive numa Escola Básica do 1º Ciclo, no Lavradio, para falar sobre o 25 de Abril, no âmbito da iniciativa «Contar Histórias (vividas) no 25 de Abril», promovida pela Câmara Municipal do Barreiro.
Dois momentos ficaram na minha memória. No final, um aluno, com raízes em Cabo Verde, voltou-se para mim e disse-me: “O meu avô esteve num Campo de Concentração. A minha avó, todos os anos, no 25 de Abril, vai colocar uma flor na sua campa”.
Eu tinha recordado na minha intervenção e mostrei desenhos dos prisioneiros do Tarrafal.
Outro aluno, disse-me: “O meu avô quando está triste escuta fados, e depois fica melhor”.
Eu tinha falado dos três «efes» e disse-lhes que isso já foi, lembrei-lhes que hoje, o fado, é considerado património da humanidade e isso deve encher-nos de muito orgulho, porque devemos gostar do nosso Portugal.
Estou aqui a escrever estas notas e a vê-los todos, sair da Biblioteca da Escola, onde se juntaram duas turmas, sorridentes e alegres a cantara a «Grândola Vila Morena”.
São experiências enriquecedoras que nos dão energia e esta certeza da liberdade conquistada com o 25 de Abril.

Ausência de manifestações

Nas diversas vezes que Pedro Mota Soares, Ministro do Solidariedade, Emprego e da Segurança Social, marcou presença no Barreiro, para participar em actos sociais, encontrou manifestantes, repudiando as politicas do Governo.
Hoje, pela manhã, a dias do 25 de Abril e uma semana do 1º de Maio, a sua presença na Santa Casa da Misericórdia foi pacifica, e, de alguma forma, a vinda de Pedro Mota Soares, passou despercebida aos que circulavam pelas ruas da cidade.

Estou, estou aqui

Sara Oliveira, Provedora da Santa Casa da Misericórdia do Barreiro, na sua intervenção na sessão de assinatura do protocolo entre a União das Misericórdias Portuguesas e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, saudou diversas entidade, dirigindo-se ao Presidente da União de Freguesias do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena, que estava ausente, comentou – “Não está cá!”.
Continuando as suas saudações, dirigiu-se a Regina Janeiro, vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, responsável pela área social.
Sara Oliveira, olhou em volta e comentou – “Também não está cá!”.
Escutou-se uma voz no meio da plateia: “Estou. Estou aqui!”. Era Regina Janeiro erguendo o dedo, sorrindo e confirmando a presença na cerimónia.

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