QuotidianosUma viagem pelas «histórias» do Barreiro

Por Jornal Rostos
Hoje, na Biblioteca Municipal do Barreiro, no âmbito das comemorações dos "30 anos Barreiro Cidade", partilhei o evento o “Barreiro: a Cidade vista pelas crianças…”, iniciativa promovida pelo Protocolo do Rendimento Social de Inserção da Associação NÓS.
Uma acção direcionada para crianças entre os cinco e os 10 anos que e compreendeu a realização de um Ateliê de Artes Plásticas, permitindo que através da criatividade das crianças estas expressassem o seu olhar sobre a cidade.
Os trabalhos estão expostos na Sala Juvenil da Biblioteca Municipal do Barreiro.
Por outro lado, na Sala do Conto, realizou-se, esta manhã, um encontro-conversa, com a finalidade de proporcionar um «viagem» pela História do Barreiro.
Fui convidado para contar essa «história» e lá estive recordando episódios que fazem parte das memórias deste território onde hoje existe o concelho do Barreiro.
Do Bico da Passadeira, até aos Fornos de Cerâmica da Mata da Machada, passando pela fábrica de Vidros de Coina, os tempos da cortiça e da CUF, até aos dias de hoje com as vivências da Avenida da Praia, de tudo um pouco, numa conversa ao sabor do vento, num voo de uma gaivota, que foi sobrevoando o território e descobrindo os recantos e a beleza deste concelho onde “em cada esquina encontramos um amigo”.
Uma história feita de muitas gentes, vindas de muito lados, com nomes que se inscreveram nas suas memórias – das artes, como Augusto Cabrita, Manuel Cabanas e Kira, do futebol, como José Augusto, da indústria como Alfredo da Silva.
Uma terra de ferroviários e corticeiros, de viagens no Tejo, para trabalhar na outra margem, com cânticos vindos do Alentejo e sons de buzinas e cheiros que ficam por dentro das memórias.
Foi uma conversa que findou, com a minha nota final – “esta não é a minha terra, é a terra dos meus filhos”, mas a terra que eu gosto de viver e “quero ser feliz aqui”.
Gostei dos desenhos das crianças e dos sorrisos de alegria e partilharam comigo, eles mesmo afirmando que esta “é uma terra de amigos em cada esquina”.
É isso, o nosso Barreiro, essa cidade-aldeia, que da «Varanda do Tejo». olha Lisboa, com uma paisagem única e com ruas e lugares que nós guardamos, quando os descobrimos e sentimos que fazem parte das nossa vivências – com passado, mas acima de tudo com presente.
Ah, é verdade, até há pontes que apontam caminhos de futuro.
Obrigado pelo convite!
António Sousa Pereira
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