Quotidianos - BarreiroObrigado cidadão anónimo pelas suas palavras!
Ou até, outras vezes, depende do contexto politico, do homem e das circunstâncias.

Por Jornal Rostos
A diferença entre a realidade e aquilo que alguns pensam que é a realidade – porque acham que a realidade está centrada nas suas vivências quotidianas, nos seus labirintos de pensamento e estratégias - sente-se quando, nos dias, escutamos conversas, trocamos opiniões com o mundo real - a vida - que mexe e faz mover os dias.
O problema de algumas pessoas é que fazem politica, acção social, vivem – “a criticar com os olhos”.
Um dia, quando comecei a minha actividade cívica, no plano associativo, foi-me dada a conhecer uma frase que, no essencial, era um comentário sobre “é mais fácil criticar que fazer”. Guardei essa frase, especialmente, com uma decisão – se não faço, se não tiver acção, não devo criticar, porque, sem dúvida, criticar é fácil.
Aqueles que normalmente criticam, por desejo de criticar, fazem-no porque apenas se limitam a “criticar com os olhos”.
Não basta criticar com os olhos, é preciso que a critica também resulte de uma forma de estar na vida com base no – “sentir, pensar e agir”.
Nós vamos por uma rua e há coisas que uns dias vemos com um “olhar”, outros dias com outro “olhar”, depende dos nossos estados emocionais e até do estado do tempo – se está sol e céu azul, ou se está dia nublado e chuvoso.
Ou até, outras vezes, depende do contexto politico, do homem e das circunstâncias.
Tudo isto vem a propósito de um leitor do jornal «Rostos», hoje, numa breve conversa colocar-nos sobre os ombros o desígnio de sermos um órgão de comunicação social que desempenha o papel de “provedor do cidadão”.
Registámos essa adjectivação, pelo seu acaso, mas também com a consciência que, de facto, nos últimos tempos, são cada vez mais as pessoas que nos encontram, em diversos pontos da cidade e nos alertam para situações e solicitam que o jornal «Rostos» as divulgue. Nem sempre é possível, não temos recursos para chegar a tudo, mas sentimos essa responsabilidade.
Ficamos satisfeitos por registarmos, ao nível do cidadão comum, essa visão sobre o nosso trabalho.
“Obrigado, pelo trabalho que têm feito ao longo dos anos pelo Barreiro” – dizia-nos, hoje, um leitor no Parque da Cidade. Um leitor anónimo, como são os muitos milhares que ao longo de cada mês visitam a nossa página.
Não vamos referir números concretos, mas são muitos mil, mesmo muitos mil.
Pouco nos interessa que, alguns, que acham que o mundo se resume à vida dos seus partidos, ou aos seus guetos, achem que, esta imprensa regional “não existe” e, até, considerem que as redes de facebook as substituem – são opiniões, e as opiniões, afinal, “são um estado de alma”.
Um destes dias, após uma reportagem, o empresário ligou-nos dizendo: “Obrigado. Após a vossa reportagem recebemos diversos contactos. Foi muito bom”.
São estas coisas reais que nos movem e dão ânimo para manter de pé este projecto jornalístico, que, ao nível on line, está prestes a assinalar 12 anos de vida.
Fomos o primeiro título de comunicação social que nasceu no distrito de Setúbal no começo do século XXI. Tem sido uma luta dura e um percurso incansável, diário, permanente.
Hoje, pela manhã, quando aquele leitor anónimo, no Parque da Cidade, nos agradeceu o trabalho que temos realizado e a nossa acção em defesa da vida da comunidade, sentimos, afinal, mais que sentir com os olhos, a nossa acção – de sentir, pensar e agir – faz parte das vivências da comunidade e transcende o concelho, porque, também nos concelhos da Moita, Palmela, Montijo ou Setúbal, já hoje, vamos registando comentários sobre o trabalho que o «Rostos» desenvolve em prol da região.
É só um registo. Continuem a pensar que nós “não existimos”, “nem contamos”, o facto é que a realidade – essa concreta real o mundo dos cidadãos – nós estamos lá e diariamente os cidadãos nos visitam e dão-nos alento para trabalhar, trabalhar, trabalhar, sempre.
Obrigado cidadão anónimo pelas suas palavras!
António Sousa Pereira
Fotografia - Nota - Quando o Parque da Cidade foi inaugurado,no ano 2000, a oposição que ganhou as eleições no ano seguinte falou, comentou a pobreza das árvores que tinham sido acabadas de plantar. Hoje as árvores estão frondosas e o Parque da Cidade está lindo.
Quando da derrota da CDU e da vitória do PS, comentei que uma das causas da derrota da CDU, foi ter pensado em excesso que as obras davam vitória eleitoral. De facto tem que haver mais vida para além das obras. Fica o registo!













