ROSTO DO ANO 2013Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro
Somos um concelho que faz cultura e actividade desportiva todos os dias
A principal distinção ROSTO DO ANO 2013 vai ser entregue a Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
“Temos um concelho com falta de emprego, quando era um concelho quase de pleno emprego, tudo isto afecta a nossa realidade urbana, gerando problemas sociais, afectando o nosso ânimo, a esperança e o sonho. Tudo fica condicionado.” – sublinha Carlos Humberto.

Por Jornal Rostos
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, foi a personalidade distinguida pelos jornalistas da imprensa local com ROSTO DO ANO 2013, por ter mais uma vez conquistado a presidência da autarquia, pelo facto do município ter merecido distinções de âmbito nacional e pelo seu envolvimento e entrega pessoal à causa pública.
Distinção atribuída por pessoas que estão atentas à vida
Como recebe a notícia de ser distinguido como «Rosto do Ano»?
“Antes de mais quero agradecer a distinção. Não sei se a mereço, no entanto, sei que é uma distinção atribuída por pessoas que estão atentas à vida e à vida local.
Um segundo aspecto, dizer que não há ninguém que não fique satisfeito, quando se recebe uma distinção, e não deixo de ser como o comum das pessoas, e, portanto, dizer que fico satisfeito com a distinção, mas, não deixo de referenciar que sendo a distinção destinada a uma pessoa, o presidente da Câmara, ela é a expressão do trabalho de muita gente, direi mesmo de centenas ou milhares de pessoas, de eleitos, quer da minha força politica, quer de outras forças politicas, dos trabalhadores da autarquia e dos cidadãos anónimos, agentes sociais, desportivos e culturais, porque, de facto a acção de um presidente de Câmara é o reflexo de todas estas motivações.
Numa terceira nota, refiro as muitas acções realizadas para superar as dificuldades, que resultam da situação do país e que afecta a vida de todos nós e das autarquias, que tem exigido um esforço imenso, que tem sido desgastante”.
No contexto actual é mesmo muito difícil
É difícil ser presidente da Câmara nos dias de hoje?
“Sempre foi difícil ser presidente de Câmara, conheço esta realidade e esta experiência nos últimos oito anos, mas, sei que sempre foi difícil. Muitas vezes temos que colocar um sorriso, quando, afinal, estamos muito preocupados e angustiados.
A minha experiência diz-me que é difícil, porque ser presidente de Câmara obriga a trabalhar no sentido de traçar linhas, definir estratégias, tem que encontrar caminhos, abordando posições distintas e não pode deixar de procurar caminhos.
Quando se tem consciência plena das dificuldades, da falta de meios, da importância de defender o serviço público e os interesses das pessoas em concreto, quando colocamos acima de tudo os interesses da população do concelho, isso exige, e, como tudo na vida, tem aspectos mais positivos, outro mais negativos.
O positivo é a procura permanente, às vezes encontrando resultados, de soluções para resolver os problemas da população e perspectivar o futuro. É um cargo de muita exigência e no contexto actual é mesmo muito difícil.”
Temos um concelho com falta de emprego
Como olha para o Barreiro de hoje?
“Nós podemos ter sentimentos de formas distintas, ou pensar que o copo está meio cheio, ou que está meio vazio, perante a realidade que o Barreiro atravessa, olhando para aquilo que se faz, ver o que temos de positivo e de negativo.
Eu olho para a realidade e procuro transforma-la e procuro caminhos possíveis.
O concelho do Barreiro sofre as consequências da situação que se vive no país, sofre as consequências da sua desindustrialização, sofre as consequências de opções que foram tomadas, do ponto de vista das acessibilidades que penalizam o concelho.
Em consequência disto temos um concelho com falta de emprego, quando era um concelho quase de pleno emprego, tudo isto afecta a nossa realidade urbana, gerando problemas sociais, afectando o nosso ânimo, a esperança e o sonho. Tudo fica condicionado.”
Precisamos de dar saltos qualitativos
“Mas, considero, que apesar de tudo isto, o Barreiro é uma terra com actividade, uma terra onde as pessoas estão habituadas a fazer em conjunto, somos uma terra com uma forte consciência social e politica, com um movimento associativo diversificado e disseminado por todo o concelho.
Somos um concelho que tem um território, nos seus contornos, com uma riqueza ribeirinha, localizado com uma posição de centro na região, com uma ferrovia importante, com um peso no transporte fluvial, do mais importante no país e com maior mobilidade em termos de transportes colectivos.
Um concelho que faz cultura, com capacidade de criar, fazendo cultura e actividade desportiva todos os dias. Tudo isto uma grande mais valia. Mas, nós precisamos de dar saltos qualitativos, principalmente ao nível da criação de emprego e de riqueza” – refere o edil.
Havemos de alcançar os nossos sonhos colectivos
“Comemoramos os 40 anos do 25 de Abril, a data mais marcante da vida colectiva do país e considero que é o acontecimento mais marcante da minha vida.
O 25 de Abril foi uma consequência de muito trabalho, de muita combatividade, de resistir, digo até de sofrer, mas que tinha um objectivo estratégico a Liberdade e a Democracia.
O 25 de Abril foi o culminar de um percurso, é por isso, que hoje, continuo a acreditar que havemos de alcançar os nossos sonhos colectivos.” – sublinha Carlos Humberto, no final da nossa conversa.













