Associados da Associação dos Proprietários do BarreiroPossuem 202 imóveis e um total de 276 fogos no Barreiro Velho
“O Barreiro está em degradação” – referiu João Gouveia, e lamentou que se olhe para os proprietários como sendo “os ricos” ou “os fascistas”.

Por Jornal Rostos
No encontro-reunião de trabalho, hoje à tarde, entre a Câmara Municipal do Barreiro e a Associação dos Proprietários do Barreiro, estiveram em análise os incentivos à reabilitação urbana, em especial no Barreiro Velho e a politica fiscal local, designadamente sobre taxas do IMI.
Vontade politica de revitalização do Barreiro Velho
João Gouveia, presidente da Direcção da Associação dos Proprietários do Barreiro, recordou que 44 sócios da associação detém um património na zona do Barreiro Velho que corresponde a 202 imóveis, correspondendo a 276 fogos.
João Gouveia sublinhou que a população residente no Barreiro Velho conta com baixos rendimentos e é uma população envelhecida.
Na sua intervenção alertou para a importância de existir “vontade politica de revitalização do Barreiro Velho”, nesse sentido sublinhou a necessidade de se conjugarem três vertentes de acção – a vontade politica da autarquia, a vontade dos proprietários e a necessidade de existir acesso a fundos comunitários.
«Protocolo» entre a APB e a CMB
O presidente da Direcção da Associação dos Proprietários do Barreiro referiu que estão agendadas reuniões e que tem vindo a ser estabelecido diálogo com a Câmara Municipal do Barreiro no sentido de ser assinado um «Protocolo» entre a APB e a CMB visando “reabilitar o edificado”.
João Gouveia anunciou que a APB está a analisar com uma entidade bancária propostas que possam ser facilitadoras de empréstimos destinados a apoiar os proprietários na reabilitação.
Nós queremos o melhor para o Barreiro
O presidente da Direcção da Associação dos Proprietários do Barreiro, recordou que ao nível da fiscalidade já foram realizadas “pequenas conversas” com a Câmara Municipal do Barreiro que “ouviu as nossas opiniões” sobre minoração de taxas de IMI, mas que a autarquia – “não acolheu na totalidade as nossas propostas”.
“Nós queremos o melhor para o Barreiro” – salientou João Gouveia, acrescentando que o “património urbanístico do Barreiro” e a “manutenção do edificado” tem que merecer uma atenção “numa estratégia de reabilitação urbana”.
O Barreiro está em degradação
“O Barreiro está em degradação” – referiu João Gouveia, afirmado que “sou um barreirense” mas, disse, sentir que – “o Barreiro tem sido uma madrasta terrível para os barreirenses”.
Lamentou que se olhe para os proprietários como sendo “os ricos” ou “os fascistas”.
O presidente da Direcção da Associação dos Proprietários do Barreiro salientou que a intervenção ao nível do Barreiro Velho – “não cumpre só à Câmara” porque os proprietários - têm relevância e têm que ser uma voz activa”, neste contexto apelou ao envolvimento dos associados da APB.
“Estou disponível para lutar pelo Barreiro” – disse.
Lançou o repto para se dar vida à Avenida da Praia, retomando tradições, porque não se trata só de reabilitar o edificado é preciso “reabilitar a sociedade”.
“É preciso criar moda, gosto e atitude”- lançou como mote de acção para dar uma nova dimensão ao Barreiro.













