Rosto da SemanaSérgio Silva Monteiro: uma voz que «pensa» Barreiro

Por Jornal Rostos
Sérgio Silva Monteiro, Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, no começo da sua intervenção deixou claro que entendia a posição que estava como pano de fundo daquela acção de debate, que seria afastar o cenário do Barreiro como objectivo para a construção do porto destinado ao alargamento do Porto de Lisboa.
Referiu, claramente, que a discussão está em aberto, e não pretende que a decisão, que possa ser tomada, seja imposta por decreto.
Considerou positivo o debate e que se analisem todas as perspectivas.
Deixou claro que no plano ambiental a construção do Porto no Barreiro não é um problema mas sim um caminho para solução da nossa pegada ambiental.
Recordou que a construção do Terminal do Porto no Barreiro é a única opção que pode ser contemplada com fundos comunitários.
Sublinhou que para as opções colocadas, nomeadamente Setúbal, não existem, até ao momento investidores privados interessados.
E clarificou que a construção do Porto deve ser concretizada com investimentos privados.
Divulgou que estão em marcha os estudos de impacto ambiental tendo por objectivo clarificar a tomada de decisão pela opção Barreiro.
Sérgio Silva Monteiro foi, sem dúvida, esta semana uma voz que se levantou em defesa daquilo que o Barreiro mais precisa – emprego e desenvolvimento.
Sérgio Monteiro, na sessão da Ordem dos Engenheiros, contou com a total receptvidade das suas posições, por parte de Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Discutir. Analisar. Aprofundar o debate sobre a solução Barreiro, é um repto lançado por Sérgio Monteiro ao Barreiro e aos barreirenses.
Um debate que tem que estar para além de motivações politico-partidárias e tem que assentar, essencialmente, na reflexão do futuro do Barreiro, como terra que tem um papel de centralidade na Área Metropolitana de Lisboa.
E como tem sido referenciado por alguns especialistas, a tipologia de Porto projectado para o Barreiro não é apenas um «Terminal de Contentores» pode trazer atrás de si empresas e proporcionar, como dizia Paulo Moreira, num debate sobre esta temática – empregos directos, empregos indirectos e empregos induzidos. Em suma ser um equipamento âncora que gera desenvolvimento. É isso que o Barreiro precisa.
Sérgio Monteiro – o rosto da semana, porque o Barreiro precisa de vozes que o defendam neste caminho e, pelos vistos, por parte daqueles que têm o monopólio na actividade portuária na região – Lisboa e Setúbal – de facto o Barreiro está em segundo plano.
Os argumentos que são utilizados não convencem . E nem parece que em qualquer «modelo de cidade» que seja perspectivado para o Barreiro o ser uma cidade que potencie a sua actividade portuária seja um erro, até, mesmo se pensarmos num horizonte de décadas, estar já numa primeira linha de se transformar numa futura cidade portuária e aéreo-portuária se o futuro aeroporto de Lisboa se localizar em Rio Frio.
O Barreiro deve estar atento e pressionar para que este processo não seja mais uma cenoura, como muitas outras cenouras que colocam à nossa frente e depois vai para o caixote das ilusões perdidas.
Por isso é bom escutar um Secretário de Estado a defender com «gana» a opção Barreiro para construção do alargamento do Porto de Lisboa.
António Sousa Pereira













