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Inferências

A(nota) mento do Dia - BarreiroDo fazer associativismo agora… às memórias de ouro que fazem a nossa história

Na vida associativa é preciso ter esta ideia central, lançada num comentário na sessão solene do aniversário do Clube 31 de Janeiro - “este é o tempo presente”, por essa razão – “vamos fazer o grande clube agora”.

Ontem, no Grupo Desportivo Fabril, registei que o número de emblemas de ouro entregue foi muito superior, mesmo muito, ao número de emblemas de prata.
Não é natural, mas é natural, porque é histórico

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A(nota) mento do Dia - Barreiro Do fazer associativismo agora… às memórias de ouro que fazem a nossa história

Por Jornal Rostos

O pulsar da vida de uma comunidade sente-se na diversidade de acontecimentos que fazem o seu quotidiano. Tudo marca as suas vivências. As esquinas. As dinâmicas. As palavras. Os silêncios.
De ontem, aqui ficam dois registos que merecem uma referência.

Uma lição de associativismo ao vivo

Primeiro, na sessão solene do Clube Dramático de Instrução e Recreio 31 de Janeiro «Os Celtas, aquela associada – Maria Afonso – que, lançou um apelo aos associados do clube afirmando – “Tem que haver união entre os sócios”.
Recordou que não vale a pena passar a vida a recordar – “antigamente é que era bom”, que se fazia isto aquilo e aqueloutro.
Sublinhou – “este é o tempo presente”, por essa razão o essencial é viver este tempo e as suas realidades.
“Vamos fazer um grande clube agora” – disse.
Esta é uma lição de associativismo de uma pessoa que, pelo que foi possível registar, dedica-se à dança como actividade lúdica, recreativa e cultural.
Faz o que gosta na sua colectividade e faz por amor e paixão.
Uma actividade que vai para além da sua formação na área de engenharia, mas que, talvez, se entronca noutra sua licenciatura em Antropologia.
É isto a vida associativa nos dias de hoje, como ontem, há os que se dedicam por amor. E há, sempre houve e continuará a haver, os que passam a vida criticar.
Por isso a associada lançou o apelo aos associados para que participem e que “venham a tudo o que se faz na colectividade”.
Registei esta intervenção como uma «lição ao vivo sobre associativismo» sobre a qual vale a pena pensar e reflectir.
De facto, muitos não entendem que na vida associativa há mais vida, alegria e prazer, para além das «esquinas».
É por isso que, cada vez mais, é importante na vida associativa ter esta ideia central, lançada num comentário final, numa sessão solene - “este é o tempo presente”, por essa razão – “vamos fazer o grande clube agora”.
E isto só é possível fazer com aqueles que amam, vivem e fazem associativismo.
O outro lado, é a opção daqueles que sentem-se felizes vivendo e fazendo o – “não associativismo”. É uma opção.
Mas a vida continua, transforma-se…e, de facto, é isso dói aos fazedores de esquinas que são crentes no quanto melhor pior, pois, assim, sentiam que eram a razão da vida.
Sei o que é isso, porque vivi e senti, no dia a dia, de experiência feita – com eventos inesquecíveis e com obras que ficam para a história fruto de trabalho de equipas que nunca desistiram. Acreditaram e viveram com amor avida associativa para lá das esquinas e dos comentadores «encartados».
O associativismo faz-se com acção e não com palavras. O associativismo faz-se e vive-se!
Aqui fica este registo de uma «lição de associativismo ao vivo», ontem, ali no 31 de Janeiro «Os Celtas».

50 anos de ouro no ano das bodas de ouro

Outro registo, vivi na sessão solene do Grupo Desportivo Fabril do Barreiro.
Regularmente, ou por razões de reportagem, outras vezes, em tempos idos por razões associativas, acompanho muitas sessões solenes de diversos clubes e associações.
O normal nestas sessões, quando da entrega de emblemas de ouro ou prata, é que o número de emblemas de prata que são entregues são sempre mais que os emblemas de ouro. É natural, é a ordem da vida.
Mas, ontem, no Grupo Desportivo Fabril, registei que o número de emblemas de ouro entregue foi muito superior, mesmo muito, ao número de emblemas de prata.
Não é natural, mas é natural, porque é histórico.
Acredito mesmo que este ano e no ano que vem esse fenómeno vai voltar a registar-se, por razões óbvias.
Faz este ano 50 anos que foi inaugurado o Estádio Alfredo da Silva e ficou para trás o velho Estádio de Santa Bárbara.
Faz este ano 50 anos que o Grupo Desportivo da CUF fez uma das suas melhores épocas no Campeonato Nacional da 1ª Divisão e foi apurado para disputar a Taça das Cidades com Feira – hoje Liga Europa.
Faz este ano 50 anos que o Grupo Desportivo da CUF/Fabril venceu no Estádio Alfredo da Silva o Milan.
Um dos agraciados com o emblema de ouro, comentava que entrou para sócio com 9 anos, porque o pai trabalhava na CUF e, então, não perdia um jogo com o Sporting ou Benfica.
É esse fenómeno desportivo e social que este ano assinala o seu cinquentenário que está na origem de tantos associados receberem o emblema de 50 anos de vida associativa.
E, de facto, é pena que na sessão solene estas memórias de ouro do clube tenham sido completamente ignoradas.
O Barreiro como cidade deve, este ano, homenagear essa brilhante equipa, que, há 50 anos, inscreveu o Barreiro na história do futebol nacional e europeu.
Os 50 anos da inauguração do Estádio Alfredo da Silva não devem ser esquecidos.
E há mais, também no Hóquei em Patins do Grupo Desportivo da CUF, este ano celebram-se 50 anos de páginas de ouro europeias.
Fica o registo.

António Sousa Pereira

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