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Inferências

Diz que é uma espécie…de BLOGUE DE NOTAS do BarreiroCidade da Participação – onde nada do que «mexe» é indiferente

Numa cidade que tem como lema ser a «Cidade da Participação» é positivo que surjam iniciativas como a «Plataforma 2830», que podem ser contributos para dar mais sentido e acrescentar valor ao fazer cidadania.


«Roteiro das Freguesias» e «Opções Participadas», “um trabalho de formiguinha”, através do qual é possível conhecer “os micro problemas» e, também, ficar com uma visão de factores “objectivos” e “subjectivos”.

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Diz que é uma espécie…de BLOGUE DE NOTAS do Barreiro Cidade da Participação – onde nada do que «mexe» é indiferente

Por Jornal Rostos

Esta semana duas notas de reflexão sobre a «cidade em movimento». A importância da cidadania e da participação na construção do olhar e sentir a cidade, o concelho, no pensar presente e sentir futuro.

Intervenção Civica – mobilizar a cidade

Foi apresentada a «Plataforma 2830», um projecto de intervenção cívica, que visa promover debate de ideias, juntar vontades, dinamizar a intervenção da sociedade civil.
Numa cidade que tem como lema ser a «Cidade da Participação» é positivo que surjam iniciativas desta natureza, dado que podem ser contributos para dar mais sentido e acrescentar valor ao fazer cidadania.
Até aqui tudo bem e penso que este «movimento civico» pode ser a expressão de uma «unidade de esforços» para gerar sinergias.
Há muito que sou defensor destas dinâmicas na vida do concelho, pela diversidade, pela exigência de o Barreiro ser capaz de gerar «lobbie», promover sinergias, que vão para além do «bulling partidário» que, muitas vezes, marca as formas de olhar a cidade nos fóruns de debate politico.
Estou cansado mesmo daquela forma de viver cidadania que parte sempre do pressuposto que há uns bons e outros maus, que há uns que amam o Barreiro e outros que só querem o seu mal.
Se a «Plataforma 2830» se afirmar como um espaço de promoção da cidadania e percorrer um caminho de abertura de debate e confronto de ideias, então, de facto, pode ser que contribua para ajudar a dar uma dimensão de cidade, ajudar a encontrar soluções, porque há muito para construir de forma que o Barreiro saia do gueto onde foi colocado, ao longo de décadas, desde que começou o processo de desindustrialização – antes do 25 de Abril, já sentida com a crise do petróleo - e a sua terciarização – já existente nos anos 80 – e que foi crescendo, com a desertificação do concelho, principalmente, pela incapacidade de se valorizar a sua pérola o território da ex-CUF, que só não está pior porque houve, nos anos 80, um homem chamado Sardinha Pereira – visionário para a época – que evitou que no Barreiro se encontre algo semelhante ao que existe no Seixal.
Que a «Plataforma 2830» seja capaz de viver sem “fantasmas” e, já agora, que não seja “um gato escondido com rabo de fora”, porque o Barreiro precisa, e bem, deste movimento, onde seja possível escutar o sentir e o pensar de comunistas, socialistas, sociais democratas, democratas cristão, bloquistas, pessoas com opções politicas e sem opções politicas, pessoas com opções religiosas e sem opções religiosas, pessoas que querem discutir o Barreiro, porque vivem no Barreiro e pensam Barreiro, muito para além, do pensar Assembleia da República, Governo, Lisboa ou Setúbal.
Para isso estão por aí os espaços partidários.
Ficamos com muita expectativa a olhar para a «Plataforma 2830», nós, que tudo fazemos, para dar voz ao Barreiro e aos barreirenses, numa acção diária de empreendedorismo, realizada com muito, mas mesmo muito amor, dando rostos à cidade.

«Opções Participadas» - a gestão de proximidade

Com regularidade a autarquia promove os «Roteiros de Freguesia», as «Opções Participadas», iniciativas que procuram contribuir para aproximar a gestão municipal da população e dos agentes locais.
Uma actividade que exige um esforço dos eleitos, uma dedicação imensa que são um exemplo de quem procura ligar-se à comunidade.
É, como costumo dizer “um trabalho de formiguinha”, através do qual como referiu o Presidente da Câmara, Carlos Humberto, é possível conhecer “os micro problemas» e, também, ficar com uma visão de factores “objectivos” e “subjectivos”.
Carlos Humberto, pelo que conheço do seu trabalho e dedicação é daqueles homens que ama o Barreiro e vive a actividade politica com convicções e uma flexibilidade que demonstra como coloca sempre, acima de tudo, a defesa dos interesses do Barreiro. Acredito mesmo que mais que o politico na sua acção está o cidadão, que gosta da sua própria terra e dela tem uma visão histórica.
Estas «Opções Participadas» e «Roteiros das Freguesias», permitem-lhe aperceber-se da “incapacidade da autarquia” para resolver todos os problemas”, quer devido às dificuldades financeiras, quer – queiram ou não os políticos da oposição – às muitas heranças de antes, e depois do 25 de Abril.
O Barreiro mudou. O Barreiro tem pela frente muitos desafios, por essa razão, esta dinâmica de acção municipal sendo positiva, e ajudando a aproximar os cidadãos da vida municipal, tem que ser vista como uma de muitas dinâmicas que são necessárias para mobilizar o Barreiro para os desafios de futuro.
Há novas gerações e novos olhares e há mais vida para além das dinâmicas municipais que são necessárias mobilizar em novos modelos de acção, quase ao estilo de “ignite”.
Foi isso que senti, por exemplo, quando nas «Opções Participadas», escutei, Gonçalo Graça, a falar com paixão do trilho de Coina da «Rota de Santiago» e a lançar repto “tragam” as Reservas Museológicas ao encontro da cidade.

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