Diz que é uma espécie… de Blogue de Notas do BarreiroUma visão estratégica de desenvolvimento centrada no pensar o território da ex-CUF
Na última reunião da Assembleia Municipal do Barreiro não se registou nada de novo, ou, diga-se, a única novidade foi a aprovação por unanimidade e aclamação – por todas as forças politicas - de uma visão estratégica para o desenvolvimento do concelho do Barreiro, centrada no pensar o território da ex-CUF, agora, tendo como referência a anunciada «Plataforma Multimodal do Barreiro».

Por Jornal Rostos
O PSD voltou a insistir na criação de uma Agência de Desenvolvimento Local e assumiu a preocupação de afirmar a paternidade do projecto do Terminal de Contentores do Barreiro, saudando o Governo.
Quanto ao Bloco de Esquerda, recordando as disputas de paternidade, uma eterna discussão que anima a vida politica local, sobre “quem é o pai da criança”, aproveitou para sublinhar que foi pioneiro no lançamento de um debate sobre a importância do Tejo e a ligação do Barreiro ao mar.
Quanto ao PS, recordou a perda de população do Barreiro, o aumento do desemprego, o envelhecimento do concelho, efeitos da desindustrialização e criticou a CDU por não ter um Plano Estratégico para o futuro estando sempre, a depender das propostas do Poder Central.
Considerou que o Terminal de Contentores pode ser uma âncora e valorizou o acordo que foi assinado entre a Câmara Municipal do Barreiro e a Câmara Municipal de Lisboa, que pode contribuir para uma maior ligação entre as duas cidades.
Quanto ao PCP/CDU, salientou que sempre defendeu o reforço das actividades portuárias no Barreiro, sublinhou a parceria com a APL que, disse, hoje mantém uma relação estreita com o concelho do Barreiro e é um “importante parceiro de desenvolvimento”.
Recordou que mais que o Terminal de Contentores, é fundamental pensar a «Plataforma Intermodal do Barreiro», essencial para o desenvolvimento da região, defendendo que mais que uma “actividade portuária”, deve promover-se uma “plataforma de actividade económica”.
Colocados os pontos de vista, que pouco ou nada acrescentaram ao que era a “narrativa” politica local sobre esta temática, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, perante a existência de três documentos para votação sugeriu a elaboração de um documento único.
A proposta foi aceite por todas as forças politicas. Uma Comissão elaborou uma proposta de «síntese» de diversos pontos das propostas apresentadas – eliminando uns, ficando outros – e foi aprovado um documento final, por unanimidade e aclamação.
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, acusado de não ter estratégia para o concelho, de viver atrás das propostas do Poder Central, de não criar uma Agência de Desenvolvimento, viu, afinal, assim, aprovado por unanimidade e aclamação, aquilo que tem dito e vem defendendo nos últimos tempos sobre esta matéria, ficando claro e aceite, por todos, a importância da actividade portuária e até a necessidade de se defender o corredor da Terceira Travessia do Tejo e do projecto do Arco Ribeirinho Sul.
Ficou claro, que todas as forças politicas do concelho do Barreiro, centram o seu pensamento estratégico e pensam o futuro do Barreiro a partir do território da ex-CUF, ou seja,para o bem e para o mal, para os nossos políticos, o Barreiro está dependente das decisões do Poder Central.
Não há dúvidas que Carlos Humberto é mesmo um senhor da politica, sem mexer um dedo, faz engolir aos seus adversários políticos tudo o que dizem e é capaz de unir e gerar consensos em torno do essencial, mais não seja, essencial na agenda politica da actualidade.
Porque o tal futuro do Barreiro, esse é lá para 2020, se for…é esta a agenda da vida politica local!
António Sousa Pereira













