Saltar para o conteúdo
Inferências

Masterplan ou uma cidade em debateUm novo centro e uma nova centralidade

A apresentação do “masterplan” veio introduzir uma abordagem sobre o futuro da cidade do Barreiro e, mais não seja, por este aspecto positivo, pode sublinhar-se que algo de novo já está a emergir no nosso quotidiano.
Na verdade é importante que, nos dias de hoje, pessoas que durante anos tiveram responsabilidades políticas na gestão da cidade venham reconhecer publicamente que o Barreiro carece de um “Plano Estratégico”. Nunca é tarde para que se reconheça o muito que há para fazer.
3 min de leitura
Masterplan ou uma cidade em debate Um novo centro e uma nova centralidade

Por António Sousa Pereira

Nos últimos tempos vindo em crescendo o debate de ideias sobre a cidade e o seu futuro, quer queiramos, quer não, foi a apresentação do Masterplan que trouxe para a ordem do dia a presença de um discurso “macro” sobre o nosso futuro.
Para uns o “masterplan” é um mero esboço de intenções sem enquadramento estratégico e visa apenas intencionalidades imobiliárias.
Para outros o “masterplan” é um instrumento para colocar em debate a reconversão da Quimiparque e o seu enquadramento no tecido urbano da cidade.
Para outros o “masterplan” é o instrumento que pode ajudar a definir uma estratégia de cidade e contribuir para definir o seu enquadramento na região.

Um novo centro da cidade

A verdade é que, hoje como ontem, mais uma vez é o tecido territorial da ex-CUF que assume um papel determinante na definição da cidade que somos.
Como disse o Vereador Luís Pedro Cerqueira, o Barreiro cresceu durante 80 anos tendo a CUF como referência do modelo de cidade que foi sendo construído e, de fcato, a verdade é que, ao longo de anos, a CUF foi a realidade empresarial em torno da qual se moveu todo o tecido económico e social do Barreiro – a identidade do Barreiro estava, para o bem e para o mal, ligada à cultura da fábrica.
O desmantelamento das fábricas e a transformação daquele tecido industrial num Parque Empresarial veio, naturalmente, a alterar as relações sociais e, cada vez mais, a colocar na ordem do dia a exigência de abertura daquele espaço ao tecido urbano da cidade. A apresentação do “masterplan” veio dar resposta a essas exigências e a colocar na ordem do dia a reabilitação da Quimiparque e a reafirmação do Barreiro na região.
Parafraseando o Vereador Luís Pedro Cerqueira de facto é bem verdade que o Barreiro conta para o seu desenvolvimento futuro com a existência de um espaço territorial, no centro da cidade, que pode ser determinante na sua requalificação.

Uma nova centralidade

No contexto do desenvolvimento do “masterplan” naturalmente vai, certamente, o mesmo ser equacionado na próxima revisão do PDM – Plano Director Municipal.
Sendo o “masterplan” um documento essencial na requalificação de uma parte importante do território do concelho do Barreiro, obviamente, que a sua apresentação é, desde já, uma proposta de pré-discussão do PDM.
Será necessário que o debate se faça, de forma alargada e participada, que todos os barreirenses contribuam com ideias e sugestões para a definição da cidade do futuro.
É, talvez, por esta razão, que algumas vozes se levantam contra o “masterplan” porque a cidade começa a ser discutida de forma apaixonada.
O “masterplan” pode ajudar à elaboração do Plano Estratégico que o Barreiro não tem, nem nunca teve e carece com urgência, perante a crescente competitividade que existe entre cidades e a necessidade de definição de modelos de cidades.
Barreiro e o seu futuro começam a ser abordados com a discussão do “masterplan” e, talvez por isso, mais não seja só por isso, a Quimiparque está de parabéns e, obviamente, mais uma vez o “espírito da CUF” marca o concelho do Barreiro.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção