Saltar para o conteúdo
Inferências

Barreiro – Por dentro dos diasSentir os dias cheios de ritmos e sentimentos.

Ao sábado pela manhã, em breves momentos, sinto este pulsar da vida “por dentro dos dias”, muitas vezes apetece-me escrever estas notas, mas, o movimento dos dias, intenso, não dá para tudo. Mas gosto desta intensidade e sentir os dias cheios de ritmos e sentimentos.

5 min de leitura
Barreiro – Por dentro dos dias Sentir os dias cheios de ritmos e sentimentos.

Por Jornal Rostos

Aos sábados, pela manhã, dou a minha volta habitual, nesta terra, onde não nasci mas onde construí a minha vida e que, costumo dizer – é a terra dos meus filhos.
Normalmente, começo a manhã pela SFAL, a colectividade da minha vida, que abriu as portas à minha integração nesta minha nova terra. >
Ali, descobri valores e aprendi a viver com valores e o sentido da partilha dos dias.
Hoje, o espaço estava sendo utilizado pelo Agrupamento nº 1111 do Corpo Nacional de Escutas. Um jantar de gala, convívio e encontro com as famílias.
Ali, há sempre vida, pessoas de diferentes gerações, jovens, homens e mulheres que sentem a vida partilhando momentos e construindo futuro no presente. Gente que faz.

Depois, como é o hábito vou buscar os jornais do dia à Papelaria Vitorius, ali, no Pingo Doce, onde há sempre temas para breves trocas de palavras. O tema do dia era a investigação da jornalista do jornal «Público» sobre as peripécias da venda do quadro de Crivelli.
Cruza-se por mim o Vaz, que um destes dias pediu-me amizade no facebook, mas que já nos conhecemos há muito das aventuras e sonhos do PREC. Saudamo-nos “en passant”.

À saída do Pingo Doce uma amiga diz-me: “Tenho que falar consigo. Nós, os pais da Escola nº 2 do Lavradio estamos aborrecidos. Não gostamos do brinquedo que lá foi colocado, porque é diferente das outras escolas, e, o espaço que foi arranjado está muito mal, não foi acabado e aquilo quando chover vai ficar um lamaçal. Tem que divulgar isto nos jornal «Rostos»”.
Conversamos. Trocamos opiniões. E ficamos de conversar.

E sigo a rota, para dar uma volta pela Avenida da Praia, onde na esplanada do Grupo Dadores de Sangue do Barreiro, sentado a olhar o Tejo, aproveito para ler o jornal.
Paro de ler e olho a paisagem, sempre diferente. Nunca há um dia igual, nas tonalidades do céu, nas cores do Tejo e no reluzir das árvores e plantas. Nunca faltam as gaivotas. Nem os movimentos de barcos a sulcar as ondas.
Lá estavam, hoje, os atletas do Clube de Vela do Barreiro, no seu treino, dando um colorido de asas a rasgar o vento e fazer-nos imaginar as naus e as memórias de um território onde a história da humanidade está inscrita, nessa epopeia que abriu as portas da globalização.
De súbito, uma sirene, com som estridente rasga o silêncio. Um jeep da Policia Marítima.
Que será? E a curiosidade leva-me à procura da notícia.
E, pouco depois, sei que um corpo de um homem foi descoberto, junto à rampa do Grupo Desportivo Ferroviários do Barreiro.
Pelos sinais é mais uma vítima da safra da apanha das ameijoas. O corpo não é possível identificar. Está nu, apenas com meias e umas luvas. Um homem que aparenta cerca de 50 anos.
Mais uma vida que se perde, no Tejo, na procura de sobrevivência. É o meu país.

Ao sábado pela manhã, em breves momentos, sinto este pulsar da vida “por dentro dos dias”, muitas vezes apetece-me escrever estas notas, mas, o movimento dos dias, intenso, não dá para tudo. Mas gosto desta intensidade e sentir os dias cheios de ritmos e sentimentos.

Abro o e-mail, a Anabela envia-me um poema sobre «amor» e «amizade». Leio e sinto. É belo. Tão belo que faz pulsar o coração e descobrir nos seus recantos que sempre vivi a vida apaixonado por todos os instantes que lhe deram sentido e, também, superando barreiras e dificuldades, porque, afinal, a vida é esta contradição entre o que somos, o que fazemos e o que queremos ser, mas, a síntese, é ser a consciência que nos dá a tranquilidade de olhar os dias sempre com um sorriso.
Divirtam-se e sorriam sempre!

Uma das coisas simples, muito simples, que me enche os dias, é quando pela manhã, ou ao fim da tarde, escuto a sinfonia dos pássaros, nas árvores da minha rua. São momentos únicos que me fazem sentir a beleza da natureza e manter vivo aquele sentimento: A Vida é Bela”.

António Sousa Pereira

Nota após um contacto - Sim, é pena a falta de limpeza que existe aqui na rua. Um lixeira autêntica. Nunca esteve neste estado. Principalmente, junto à árvore localizada na zona do Ginásio 5 ( dizem que é a Rua dos Cravos, porque afinal, por aqui ninguém sabe o seu verdadeiro nome). Fica o registo.

BREVE REGISTO - OS SONS DA MINHA RUA

https://www.facebook.com/sousa.pereira/videos/vob.1191147210/10206096816158024/?type=2&theater

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção