Diz que é uma espécie…de BLOGUE DE NOTAS do BarreiroUma terra que recusa ser um recanto esquecido da AML
Tenho dito e repetido, por diversas vezes, que o Barreiro é uma terra de gente activa, de gente que mexe, de gente que arregaça as mangas e trabalha...os exemplos são constantes.

Por Jornal Rostos
TCB’s abrem caminhos de futuro
Foi apresentada esta semana a plataforma de novas tecnologias que vai contribuir para uma nova aproximação dos TCB’s dos utentes
Na apresentação, Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, recordou a importância dos TCB’s na fixação de população, na gestão do território e seu contributo estratégico para o desenvolvimento do concelho – “naquilo que o Barreiro, é, foi e será”.
Ao escutar estas palavras pensei como, de facto, num país, marcado nas últimas décadas pela perda de população, realidade também sentida no concelho do Barreiro, estas palavras do presidente da edilidade têm um elevado significado politico.
Até, pelo relevante esforço financeiro que é, tem sido, para o concelho garantir este serviço público.
E, igualmente, ao escrever estas notas, ocorreu-me ao pensamento os recentes dados divulgados dos milhares de jovens que têm abandonado o país em procura de trabalho e condições de vida dignas que não encontram em Portugal.
Pensei nisso, e, pensei como a política tem que ser desenvolvida acima de slogans e clichés, porque a realidade é mais forte, e impõe-se a frases feitas e análises sem fundamentos, nomeadamente, aquelas que dizem que o Barreiro não fixa os jovens, não atrai investimentos e perde população.
O Barreiro não é uma ilha, o Barreiro faz parte deste país real, que leva milhares a emigrar e que perde, ano após ano, população…por aqui me fico!
Eleições Presidenciais no Barreiro
Edgar Silva, foi o primeiro candidato à Presidência da República a marcar presença no concelho do Barreiro.
A sala da SIRB «Os Penicheiro» estava repleta, num ambiente efusivo, marcado pela actual situação politica.
Sofia Martins, foi a anfitriã, neste comício, com a presença de Jerónimo de Sousa, Secretário Geral do Partido Comunista Português.
Edgar Silva sublinhou a importância e o exemplo histórico do Barreiro e do distrito de Setúbal, como terra de resistência e luta pela Liberdade e pela democracia.
Foi uma jornada de registar, pelo ambiente, pela vivacidade e pelos sinais de futuro apontados, nomeadamente, a afirmação plena do apoio à formação de um governo liderado pelo Partido Socialista.
Barreiro uma terra de gente activa
Tenho dito e repetido, por diversas vezes, que o Barreiro é uma terra de gente activa, de gente que mexe, de gente que arregaça as mangas e trabalha.
De forma constante, encontramos referências a pessoas que nasceram ou viveram no Barreiro, que, pela sua acção se destacam nas mais diversas actividades, ao nível nacional ou internacional.
E, localmente, são grupos que mexem, são pessoas que criam, uma terra que se recusa ser um recanto esquecido da AML.
Esta semana, por exemplo, registamos o caso de Patricia Gaspar, cuja acção ao nível da Protecção Civil foi merecedora de um louvor, por parte da Ministra da Administração Interna
Ou, o lançamento do livro «O coração é puta sempre à espera» de Maria Jorgete Teixeira, mais uma obra para enriquecer a imensa bibliografia do concelho do Barreiro.
Recordo estes dois casos, por duas razões, primeiro, porque o Barreiro foi uma terra pioneira na cultura da protecção civil em Portugal.
Aqui, foram realizadas experiências inéditas e que nem sempre soubemos valorizar, por isso, recordo o Comandante Encarnação Coelho – um homem que poderia, um dia ser tema de um «simpósio» que abordasse a «cultura da protecção civil em Portugal».
No caso da Maria Jorgete Teixeira, a mais recente criativa, dos muitos que existem no concelho do Barreiro, muitos até com textos na gaveta, que mereciam ser editados, e, isto faz –me pensar, como seria interessante, promover, nem que fosse de dois em dois anos, um «Encontro Aberto» daqueles que cultivam a escrita no Barreiro, de forma a unir estas potencialidades endógenas e dar-lhes uma dimensão cultural na vida local, na região e no país.
António Sousa Pereira













