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Inferências

A(nota)mentosA fotografia, o Barreiro e Augusto Cabrita

Neste começo do mês da fotograifia, mais uma vez, recordo que, de facto, já é tempo de, no Auditório Municipal Augusto Cabrita, ser criado um espaço de exposição permanente que divulgue – O Barreiro e a Fotografia e, inevitavelmente, ali seja prestada uma homenagem a Augusto Cabrita, divulgando, de forma permanente - a sua vida e a sua obra

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A(nota)mentos A fotografia, o Barreiro e Augusto Cabrita

Por Jornal Rostos

Está em marcha a segunda edição do Mês da Fotografia um evento que procura colocar a temática da fotografia na «agenda cultural» do concelho do Barreiro.

Desde há alguns anos que defendo que o Barreiro tem condições para se inscrever na «Rota da Fotografia», quer ao nível nacional, quer ao nível internacional.
Aliás, o Barreiro já esta inscrito nesses roteiros, por várias razões, dou alguns exemplos – Augusto Cabrita, um nome de referência; Guta – o primeiro fotografo português a ver reconhecido seu portefólio no Museu da Fotografia de Nova Iorque; Eduardo Gageiro que com uma fotografia que espelha a poluição no Barreiro, no ano de 1972, ganhou três prémios na China, em Pequim, num dos maiores concursos mundiais, onde concorreram 35 mil fotografias.

Mas, outras referências existem. A realização durante décadas de um dos maiores Concurso Internacionais de Fotografia, promovido pelo Grupo Desportivo da CUF.

Para além de o Barreiro, nos seus espaços telúricos ter sido o cenário para realizar fotografias de nomes de referência - Amália Rodrigues, Cristiano Ronaldo, U2, D.A.M.A, etc.

O Barreiro e os seus espaços naturais da Barra-a-Barra, passando pela zona industrial da Baía do Tejo, Passeio Ribeirinho Augusto Cabrita, Mexilhoeiro, Alburrica, Zona ferroviária, Caldeira do Alemão, Sapal do Coina, Mata da Machada, são espaços telúricos que apaixonam os fotografos.

O Barreiro tem memória da fotografia. O Barreiro tem centenas de apaixonados pela fotografia. O Barreiro pode ser a «capital da fotografia» da AML.
Há muito trabalho por realizar. Há muita pedra para partir. Há muito caminho por percorrer.
Esta é uma área de acção cultural, esta é uma área de negócio, esta é uma área de empregabilidade.
Há muito que acredito nisto, penso que falta uma estratégia, falta uma reflexão estruturada, uma discussão de inclusão, e não de confrontos inúteis.

Por isso, neste começo do mês da fotografia, mais uma vez, recordo que, de facto, já é tempo de, no Auditório Municipal Augusto Cabrita, ser criado um espaço de exposição permanente que divulgue – O Barreiro e a Fotografia e, inevitavelmente, ali seja prestada uma homenagem a Augusto Cabrita, divulgando, de forma permanente - a sua vida e a sua obra.

S.P.

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