Rosto da Semana – BarreiroCarlos Humberto – porque só se ama aquilo que se conhece
Esta semana foi divulgado que a Câmara Municipal do Barreiro, aprovou por unanimidade, a compra da Quinta Braamcamp, por 2 milhões e 900 mil euros, pondo ponto final a uma negociação que vinha a desenvolver-se já há alguns anos.
A aquisição da Quinta Braamcamp tem um significado incalculável que vai muito para além do seu valor monetário.

Por Jornal Rostos
A aquisição da Quinta Braamcamp, é um contributo inestimável para a população do concelho do Barreiro, no plano ambiental, do lazer, da cultura, do desporto, económico e social.
Este é o passo de maior relevo, nas últimas décadas, para ligar a cidade ao Rio Tejo.
É significativo o facto de a proposta ter sido aprovada por unanimidade, com o voto favorável de comunistas, verdes, socialistas e social democratas. O Barreiro unido pelo seu futuro.
A aquisição da Quinta de Braamcamp vai permitir ligar Alburrica ao Mexilhoeiro, abrindo a zona ribeirinha e o centro da cidade ao Rio Tejo.
As gerações futuras vão poder fruir de um espaço natural de uma riqueza histórica – ambiental e territorial – com uma beleza única que vai estar totalmente aberta para fruir e viver.
Caminhar, por dentro da natureza, de Alburrica até ao Mexilhoeiro, caminhar do Clube Naval até aos Moinhos de Alburrica, caminhar do Passeio Ribeirinho Augusto Cabrita, é um luxo único, que espero, no próximo ano, já poder sentir esse prazer enorme de fruir.
Além disso, recuperar para o património histórico do concelho do Barreiro, a única zona onde restam as suas memórias da cortiça, período industrial do concelho do Barreiro que antecedeu a instalação da CUF, é uma riqueza com um enorme potencial no plano turístico e de afirmação do território na Área Metropolitana de Lisboa. Hajam ideias. Hajam projectos. Hajam condições.
A aquisição da Quinta de Braamcamp é uma decisão histórica, uma página que se inscreve desde já, na construção de um Barreiro futuro.
Estamos todos de parabéns! É preciso conhecer o Barreiro para se amar o Barreiro.
Este foi um processo conduzido ao longo de anos, de negociações que partiram de valores impossíveis de assumir pelo municipio, até, agora, com a decisão, que será concretizada com base num empréstimo de 5 milhões de euros, destinados à compra da Quinta e outros projectos de recuperação da zona ribeirinha, nomeadamente o Moinho Pequeno, colocar velas nos moinhos de Alburrica e construção de um barco «Muleta», um ícone do Barreiro, que irá ser uma referência futura quando começar a navegar e a deslumbrar nas ondas do Tejo, espero ainda viver o suficiente para fazer uma viagem na futura «Muleta».
Recorde-se que o actual «Pestarola», está no seu limite e a perder as condições de navegabilidade.
Carlos Humberto, é natural do Barreiro, nasceu e cresceu na zona camarra, se há uma coisa que o caracteriza é o amor que ele tem pela sua terra, e, ter acompanhado este processo, com reservas e nunca desistindo de o concretizar, é bem um exemplo da sua entrega a uma causa que se escreve apenas com um nome: Barreiro.
Esta semana, justamente, atribuímos a Carlos Humberto, este reconhecimento de Rosto da Semana, porque, de facto só se ama aquilo que se conhece…
António Sousa Pereira













