Michel Giacometti evocado em Setúbal como precursordo Estatuto de Património Cultural Imaterial da Humanidade atribuído pela UNESCO ao Cante Alentejano
É justamente considerado como precursor da atribuição pela UNESCO ao Cante Alentejano do Estatuto de Património Cultural Imaterial da Humanidade,

Por Jornal Rostos
Mais de 150 pessoas deram corpo à evocação de Michel Giacometti no Museu do Trabalho que porta o seu nome, em Setúbal, na passada sexta-feira, 27 de Novembro, iniciativa promovida pela Associação Conquistas da Revolução em que actuaram o Coro Lopes Graça da Academia de Amadores de Música e os Grupos Corais Alentejanos “Os Amigos do Independente” e “Os Amigos dos Sadinos”, e tomaram a palavra Manuel Begonha, Militar de Abril e Presidente da ACR, Modesto Navarro, escritor e membro de Direcção da mesma, e Carlos Rabaçal, vereador da Câmara Municipal.
Na mensagem de congratulação com que a Casa do Alentejo de Lisboa quis marcar presença, o etnólogo e musicólogo francês corso falecido há 25 anos e sepultado a seu pedido em Peroguarda, no Concelho de Ferreira do Alentejo, é justamente considerado como precursor da atribuição pela UNESCO ao Cante Alentejano do Estatuto de Património Cultural Imaterial da Humanidade, havia exactamente um ano naquele dia. O texto lido sublinhava a frase de Giacometti: “Povo que canta não morrerá".
No tempo da história falou-se ainda de duas datas.
A de há 40 anos atrás, quando os jovens do Serviço Cívico Estudantil, nos chamados tanques da Paz do MFA e sob a égide dos Governos de Vasco Gonçalves, 1º Ministro dos Trabalhadores e do Povo, como era tratado, se deslocaram aos campos para dele trazeram as mãos cheias de ferramentas cujo acervo no Museu do Trabalho sadino é riqueza de Portugal.
A do falecimento, num outro 27 de Novembro, o de 1994, de Lopes Graça, o grande compositor português que conjuntamente com Michel Giacometti, a PIDE na peúgada, gravou o incomensurável Cancioneiro de vozes sempre ao alto.
V.S.













