A(nota)mentosFinalmente o «Associativismo» vai ser tema na Assembleia da República

Por Jornal Rostos
No Parlamento existem comissões que através do seu trabalho fazem a abordagem especializada de diversos assuntos de interesse nacional.
As Comissões tratam assuntos temáticos . Pela informação que transmitiu Inês Medeiros, a Comissão que foi constituída para abordagem de matérias relacionadas com «cidadania» passa a integrar os assuntos do associativismo.
Não tenho conhecimento que esta temática, alguma vez, tenha sido tema de uma Comissão Parlamentar. Como homem ligado á vida associativa – este filho de um Deus menor – fico feliz de, finalmente, o Parlamento atribuir uma atenção especial a esta temática.
Recordo que num debate, no decorrer da campanha eleitoral, sobre cultura, travei um diálogo com Inês Medeiros, onde teci diversas considerações, recordando que o associativismo, ao longo dos anos não tem merecido, no nosso país, a devida atenção politica, sobre o seu papel de escola da cidadania e de formação cívica e humanista em, diversas áreas da música ao teatro, do desporto de formação à manutenção.
Ontem recordei a Inês Medeiros – “Não esqueça o associativismo”.
Ela, então, esclareceu-me que na Comissão que vai integrar sobre cidadania o «Associativismo» será um dos temas da sua actividade.
Lancei-lhe o repto de ser retomada uma proposta que lancei nos anos 80, de ser estudada e aprofundada a possibilidade de ser criada uma Lei de Bases do Associativismo. Uma ideia que sublinhou “é interessante”.
Fico feliz de o «associativismo» ser uma matéria que vai ser avaliada numa Comissão Parlamentar. Este facto é um desafio para os deputados da Assembleia da República, mas, também é, de facto, um desafio para os dirigentes associativos que podem ter aqui uma janela de oportunidade para aprofundar e criar sementes de futuro para o desenvolvimento da vida associativa nos Portugal do século XXI.
Para já despertou-me a curiosidade e a vontade de reflectir e contribuir para abordagem desta temática, que me apaixona, à qual dediquei muitos anos da minha vida e continua ser um assunto que considero central para dinamizar uma «cidadania activa».
António Sousa Pereira













