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Inferências

Barreiro - Por dentro dos diasO começo de um novo tempo

. «Os Gatos não Têm Vertigens» - Um filme onde senti a ternura da palavra AMOR.

A Fatinha – Faty Lopes – com a sua experiência de vida, com a arte nas suas mãos, com criatividade, com dedicação, com paixão, fazendo aquilo que gosta, afirmou a sua marca na comunidade, é, de facto, hoje uma referência.

A D. Cacilda, conhecia-a nos anos 80, na Livraria Bocage, no Barreiro, nessa altura, um espaço de referência no mundo do livro.
Um espaço de cultura e um ponto de encontro com as artes.

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Barreiro - Por dentro dos dias O começo de um novo tempo

Por Jornal Rostos

Cada dia é sempre um tempo de aprendizagem, de viver, de festejar.
Hoje, pela manhã, senti o sorriso feliz da Fatinha – “Comemoro hoje seis anos”, dizia-me ela, com a alegria a brotar dos seus olhos.
Foi há seis anos que ela, tomou uma decisão na sua vida, após anos de trabalho ao serviço de outrem, na arte de florista, decidiu arriscar e abriu a sua loja ali, na Rua Carvalho Araújo, no Lavradio.
Depois, há cerca de um ano, mudou de espaço, na mesma rua, abriu uma nova loja. Festejou hoje seis anos de actividade, vividos num tempo difícil, de cortes e tensões que, certamente, de alguma forma não foram tempos benéficos.
A Fatinha – Faty Lopes – com a sua experiência de vida, com a arte nas suas mãos, com criatividade, com dedicação, com paixão, fazendo aquilo que gosta, afirmou a sua marca na comunidade, é, de facto, hoje uma referência.
E, na própria rua, ela, por vezes, toma a iniciativa de juntar outros e dar vida ao espaço em tempos festivos.
Este ano, no Concurso de Montras de Natal, ao nível do concelho do Barreiro, conquistou o 2º lugar, com a bela e sóbria decoração da sua montra. Aliás, a sua montra ao longo do ano é um espelho da sua criatividade – no Dia da Mulher, no Dia dos Namorados, ela, lá está, sempre a sonhar e a dar um sorriso aos dias e aos seus sonhos.
De facto, ela, é bem um exemplo de um artista- comerciante, que sonha, luta e constrói futuro. Parabéns!
Ah, é verdade, deixar aqui o agradecimento pelo contributo que tem dado ao «Rostos»,

Depois, lá fui até à Vitorius, ali no Pingo Doce, do Lavradio, buscar os jornais do dia, e, comentei que já tinha verificado na página do facebook, que, hoje, celebrava o seu 23º aniversário. Dei os parabéns à D. Cacilda e sua equipa.
E, também, aqui, fica o nosso agradecimento pelo contributo de anos ao jornal «Rostos».
A D. Cacilda, conhecia-a nos anos 80, na Livraria Bocage, no Barreiro, nessa altura, um espaço de referência no mundo do livro.
Um espaço de cultura e um ponto de encontro com as artes.
A Livraria Bocage abriu no concelho do Barreiro um espaço pioneiro de exposições, ali, expuseram Augusto Cabrita, Manuel Cabanas, proporcionando momentos de encontro para as «elites» locais.
Era o começo de um novo tempo.
A Livraria Bocage foi a responsável pela edição de postais ilustrados do Barreiro que, nos anos 80, não existiam, nem para enviar a amigos, nem para os visitantes levarem como recordação.
Uma mulher de luta, de combate. Uma mulher de cultura, que adora viajar.
Recordo a sua papelaria no Pingo Doce, junto ao Terminal do Barreiro.
Como o tempo passa a correr, nem sentimos, e, afinal, já lá vão 23 anos de Vitorius.
Fica o registo. Amanhã lá estarei, para comprar o meu tabaco de cachimbo. Bom Ano! Parabéns!

De tarde, estive, entusiasmado a ver o filme «Os Gatos não Têm Vertigens». Não vi na noite. A Lurdes disse-me : “Vê o filme que é muito bom».
Estiver a ver deliciado, pela qualidade de som e imagem, pela sobriedade da história.
Um filme onde senti a ternura da palavra AMOR. Gostei.
Registo, como nos faz sentir os tempos de repressão, antes do 25 de Abril, sem clichés, mas sentidos em memórias da vida real, como a vida deve ser sentida.
E, foi quando acabei de o ver que decidi escrever esta crónica por dentro dos dias, um espaço que, muitas vezes, gostava de manter com mais regularidade.
Vamos lá ver se, este ano novo, consigo manter a regularidade.
É que, este espaço é, afinal, aquele onde gostava de partilhar as emoções que percorrem os dias.

Hoje, não faltou, não podia faltar a minha visita ao Tejo, andei por ali, de mãos dadas com a minha Lurdes.
Estivemos sentados na muralha. Escutamos os sons das gaivotas. Conversámos.
E, não faltaram as minhas fotografias, porque, ali, é sempre possível, todos os dias, descobrir um recanto, um olhar que registamos e guardamos no coração.
Bom Ano a todos!

António Sousa Pereira

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