Por dentro dos dias – Barreiro / MoitaÉ preciso levar o AMAC à população e a população ao AMAC
No próximo dia 18 de Setembro, realiza-se a «Marcha da Memória» de sensibilização para o combate ao Alzheimer.
Fica aqui o convite. Participe, no próximo domingo, a partir das 9 horas, entre a Avenida da Liberdade e zona do Polis.
Hoje, gostei do discurso de Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita, fundamentalmente das suas reflexões sobre o Poder Local e o contributo das autarquias no desenvolvimento das comunidades.

Por Jornal Rostos
Assisti, hoje, à sessão de entrega de medalhas no concelho da Moita, um acontecimento que, todos os anos, marca o Feriado Municipal.
Gostei de ver, todos vereadores, de todas as forças politicas, no átrio dos Paços do Concelho, a receber e cumprimentar os convidados para a cerimónia.
“Obrigado, não esperava esta recepção. Não precisavam de estar todos aqui à minha espera”, comentei.
“Nós não íamos para cima sem a sua chegada”, respondeu Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita.
Registo este pormenor, pelo facto de notar que para além da solenidade do dia, ali, na Moita, encontro sempre um ambiente de convívio e boa disposição.
Digo-vos mesmo, sinto-me bem quando vou à Moita em reportagem. Encontro amigos de muitos anos, como o Miguel Canudo, o Tito ou o Daniel Figueiredo.
E, as técnicas do serviço municipal são simpáticas e acolhedoras na sua relação com a comunicação social.
Gostei do discurso de Rui Garcia, fundamentalmente das suas reflexões sobre o Poder Local e o contributo das autarquias no desenvolvimento das comunidades.
Só quem não quiser ver, só quem não tem olhos, é que não observa as imensas mudanças registadas nas cidades, vilas e lugares, pela acção do Poder Local.
E quem recordar as situações existentes em zonas como a Baixa da Banheira, Lavradio, um pouco por todo o concelho do Barreiro, de ruas sem passeios, falhas no abastecimento de água, quase inexistência de espaços verdes, a deficiente e quase inexistente recolha de lixos urbanos, as áreas de génese ilegal.
Foi um trabalho imenso. Ver hoje o Parque Zeca Afonso na Baixa da Banheira, a zona ribeirinha da Moita, a zona do Polis no Barreiro, e, as condições que contribuíram para a melhoria da qualidade de vida, comparativamente com o existente em Abril de 1974, é, sem dúvida a diferença do dia da noite.
Gostei do discurso de Rui Garcia, porque o considero marcado de grande honestidade intelectual, acho, até, que é um discurso que podia ser feito por qualquer eleito na autarquia, de qualquer força politica.
Naturalmente que nos caminhos percorridos poderão existir e certamente existem, leituras diferentes, posições diferentes, mas, esta avaliação do papel e contributo do Poder Local para o desenvolvimento das comunidades, acho que é, por todos, reconhecida.
Um discurso marcado de opções politicas claras, com uma visão sobre a sustentabilidade do Poder Local e sobre as suas insuficiências, fruto de diversos factores, falta de verbas, falta de recursos humanos .
Gostei da defesa e valorização que assumiu sobre o papel dos funcionários municipais, muitas vezes injustiçados e que sofrem imensos constrangimentos.
Foi uma positiva intervenção de quem, de facto, considera essencial para o desenvolvimento da vida democrática – “resistir às visões centralistas que têm dominado a governação”, que considera necessário – “resistir à perda de capacidade de intervenção e de autonomia do Poder Local”, assim como “resistir ao empobrecimento do Poder Local”.
Sou de opinião, sempre fui de opinião, que o enriquecimento e desenvolvimento da vida democrática em Portugal passa pela valorização do Poder Local, aumento de competências e dar-lhe escala territorial.
Isto, na verdade, passa por uma ampla discussão e reestruturação das actuais autarquias e pela criação de áreas metropolitanas e regiões com competências, alargando as capacidades de decisão para além, muito para além, do Terreiro do Paço. Mas isto, sei que é uma discussão complexa e que vai durar ainda algumas décadas até serem encontrados consensos políticos. É difícil mas lá chegaremos. Tenho essa esperança.
Foi por ser um defensor do Poder Local e conhecer as muitas limitações que gostei do discurso de Rui Garcia, mais que politicamente correcto, foi politicamente honesto. Parabéns.
Um destes dias em conversa com Ana Porfirio, presidente da União de Freguesias do Barreiro e Lavradio, alertava, para a necessidade de ser cortado um pequeno canavial que existe, junto a uma passadeira, entre a Escola do Ensino Básico nº 2 do Lavradio e a Urbanização dos Loios.
Parece coisa simples e rápida. A minha preocupação é que, como automobilista, já por várias vezes, mesmo com pouca velocidade dei comigo a travar bruscamente, porque crianças que por ali circulam, vindos da Escola Álvaro Velho, entram na passadeira, e bem, mas quem vem a conduzir só os vê, mesmo, mesmo, quando está sobre a passadeira.
Com o começo das aulas vai aumentar o número de alunos, aquela artéria é bastante movimentada e, de facto, antes de lamentarmos alguma triste situação, por favor, cortem aquele pequeno canavial.
Um pequeno registo. Estive no Auditório Municipal Augusto Cabrita, na sua reabertura da época 2016/2017. Gostei das actividades realizadas. Gostei do espectáculo “E Agora Nós!”. Gostei das exposições.
Um arranque marcado por duas novas exposições e muito interessantes projectos que convido os barreirenses a visitar.
Não gostei que as inaugurações das exposições fossem em simultâneo – não é a primeira vez que isto acontece – porque acho que cada projecto deve merecer uma atenção própria e ter um momento de apresentação e visita, até, mesmo, um ponto de encontro para uma breve conversa com os autores.
Por outro lado, sendo o dia que marcava a rentrée, não ficava mal, ter sido agendado um qualquer «evento» que marcasse este recomeço, dando-lhe a «festividade» própria de um começo «em festa».
Concordo com Regina Janeiro, quando afirma que o Auditório Municipal Augusto Cabrita é “um espaço de excelência» na vida cultural do concelho.
Isto exige um esforço maior na promoção e divulgação dos acontecimentos culturais que preenchem a sua agenda. A divulgação de uma exposição, ou das exposições ali patentes, não pode limitar-se ao seu acto inaugural, é preciso motivar as visitas, levar o AMAC à população e a população ao AMAC.
No dia da abertura, perguntei a Regina Janeiro, porque estava encerrado o Café –Bar do Parque da Cidade, porque é estruturante e essencial para quem quer fruir daquele espaço. Quis tomar um café e não há por ali nada.
A autarca esclareceu-me que o concessionário deixou de pagar as rendas e, portanto, já está em curso um processo para que, em breve, outro concessionário assuma a gestão daquele espaço.
Uma nota final, vai realizar-se no próximo dia 18 de Setembro, uma «Marcha da Memória» de sensibilização para o combate ao Alzheimer.
Fica aqui o convite. Participe, no próximo domingo, a partir das 9 horas, entre a Avenida da Liberdade e zona do Polis.
S. P.













