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Inferências

Por dentro dos dias – BarreiroDa Avenida da Praia à «Cidade Sol»…um concelho-cidade!

. No Barreiro há quem sonhe que é possível «dar vida ao vento».

Estive, esta manhã, num trabalho de reportagem na Cidade Sol. Fui dar uma volta com Sofia Martins, vereadora e vice presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

Verifiquei, como a paisagem mudou. Zonas que eram de terra batida, agora são arruamentos. Edifícios que estão sendo recuperados na Quinta da Mina e outros que parece que foram sujeitos a um bombardeamento.

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Por dentro dos dias – Barreiro Da Avenida da Praia à «Cidade Sol»…um concelho-cidade!

Por Jornal Rostos

Hoje, pela manhã, comecei o dia com uma agradável surpresa encontrei-me com a Antonieta – que exerceu as funções de Veterinária Municipal no Barreiro, que há mais de 15 anos se deslocou para Alcácer do Sal. No facebook, que é um ponto de encontro, de vez em quando lá nos cruzamos.
Mas, hoje, ao vivo, foi mesmo inesperado. É nestes momentos que se sente o que é a palavra amizade. Quando após 15 anos sem nos vermos, o sentimento que temos é de dar um grande abraço e beijos como quem quer sentir todo o tempo.
A amizade é isto, um sentimento que se guarda e se sente, de tempos vividos em comum, que não esquecemos e fazem parte de todo este tempo que vivemos.
“Vamos tomar um café para conversar”, combinámos.

Soube hoje que está em marcha. Está em esboço, a rasgar o pensamento e a nascer como semente, uma iniciativa que irá decorrer no ano 2017, na Avenida da Praia – o «Festival do Vento».
Foi numa breve conversa, ali, na Escola Conde Ferreira, onde são semeados projectos e regados os sonhos, que registei, com alegria, como a ideia está a começar a germinar.
É sempre assim, da ideia nasce o projecto, do projecto a acção, da acção forja-se a vida e constrói-se uma cidade.
É esse o passo que deve ser dado, todos os dias, passar a ideia à acção. Mas, fazendo-o com a certeza que vale a pena sonhar e afinal ver que é possível «dar vida ao vento».

Estive, esta manhã, num trabalho de reportagem na Cidade Sol. Fui dar uma volta com Sofia Martins, vereadora e vice presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Uma reportagem que se integra num projecto mais global que vai estar concluído lá para Novembro e será editado na próxima revista «Rostos on line».
Verifiquei, como a paisagem mudou. Zonas que eram de terra batida, agora são arruamentos. Edifícios que estão sendo recuperados na Quinta da Mina e outros que parece que foram sujeitos a um bombardeamento.
Muita coisa mudou na «Cidade Sol» fruto da candidatura destinada a resolver problemas de saneamento, abastecimento de água e arruamentos.
Gostei daquilo que vi e verifiquei que há muito para fazer, mesmo muito, mas, de facto, foi realizado um trabalho imenso e muito positivo.
A localização do Centro de Saúde de Santo António da Charneca funciona como um equipamento âncora que humanizou a zona central da «Cidade Sol».
Fica o registo. Valeu a pena ir ao terreno e ver a realidade e como a vida de uma cidade se transforma, quando existe estratégia e são definidas linhas estruturantes de desenvolvimento. Gostei.

Encontrei, «en passant», Márcia Calafate, junto aos Paços do Concelho. Ia à pressa. Em breve vai deixar a sua actividade profissional aqui no Barreiro e vai integrar a equipa de gestão do Arsenal do Alfeite.
Olhei os seus olhos e disse-lhe: “Estás com um ar estranho”.
Ela respondeu que estava atarefada e a pensar no que tinha por fazer, lá foi, entre um olhar meio aberto, meio fechado. Ela que é sempre um sorriso aberto.
Aqui fica o registo e, sem dúvida, os votos que tudo corra pelo melhor no novo projecto de vida que vais abraçar.

Ao fim da manhã, passei junto ao Tejo. Hoje estava com um verde escuro, sempre lindo. Recordei um texto que um dia escrevi, sobre o meu sentimento de acordar e ver o Tejo – todos os dias diferente. Todos os dias lindo!
É assim, a vida não para, o Tejo não deixa de correr, o vento do norte, continua a soprar…
Amanhã, será um novo dia, e que continue assim, sempre assim, com esta alegria de fazer o que gosto e divertir-me com o trabalho que me enche os dias.

António Sousa Pereira

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