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Inferências

Inferências - BarreiroE agora, sim, tudo a postos para as autárquicas de 2017

No dia de hoje, em 2013, tomaram posse os órgãos autárquicos municipais no concelho do Barreiro.
Dentro de um ano irão realizar-se as próximas eleições autárquicas.

Arrumado o Orçamento de Estado de 2017, a próxima batalha politica vão ser as eleições autárquicas de 2017. Elas vão ser decisivas para o Orçamento de 2018 e para determinar se a legislatura vai, ou não, até ao fim. Veremos.

4 min de leitura
Inferências - Barreiro E agora, sim, tudo a postos para as autárquicas de 2017

Por Jornal Rostos

Na vida política local começam a sentir-se os preparativos para o próximo combate eleitoral. Surgem os cronistas, até aqui silenciosos, surgem algumas tomadas de posição sobre matérias locais. Enfim, aquelas coisas banais que fazem parte da tradição pré-eleitoral autárquica.
Aliás, há mesmo fenómenos que são normais na vida local que, nestes tempos, ampliam-se, atingem níveis nunca vistos, o que é próprio da «lente de ampliação» que vai marcar estes tempos.

Há forças politicas que continuam hibernadas, se existem, não sabemos, se reúnem regularmente e têm preocupações politicas sobre a vida local, não sabemos, pelo menos não chegam notas ou comentários. Mas, certamente, em breve vão «renascer das cinzas» e começar o combate eleitoral, demonstrando que são quem tem uma verdadeira visão para o futuro do concelho do Barreiro.
Estamos a falar, ao nível local, do BE, CDS/PP e PCTP/MRPP, que são os tradicionais concorrentes no Barreiro.

Depois, estão no terreno, as principais forças politicas locais – a CDU que tem pela frente o desafio de manter a liderança no concelho, num momento de viragem, dado que Carlos Humberto não será candidato à presidência da Câmara.
Fala-se, comenta-se, que será Sofia Martins, actual vice presidente da Câmara quem irá ser o rosto da CDU, como candidata à presidência. Caso seja eleita será a primeira mulher a assumir a presidência da Câmara Municipal do Barreiro.
A CDU tem pela frente uma batalha decisiva após três mandatos liderados por uma presidência carismática, agora, neste momento de mudança, tudo está em aberto, e, sem dúvida, a CDU vai ter uma «prova de fogo».
O primeiro objectivo da CDU será conquistar e manter a presidência da Câmara, o segundo tudo fazer por manter a maioria absoluta, este um cenário mais complexo, porque, após 12 anos de gestão, há sempre algum desgaste politico.

Quanto ao PS, já algum tempo que anunciou, com pompa e circunstância a abertura da sua campanha eleitoral. Neste período tem vindo a tomar posições públicas sobre diversas matérias, mas, para quem pretende ser alternativa, ou até mesmo alternância, é muito pouco, quando já estamos a entrar na recta final do mandato.
O líder socialista lançou alguns nomes como candidatáveis à presidência da Câmara Municipal – João Pintassilgo, Carlos Pires e Frederico Rosa.
Mas nada está definido, embora, muitos apontem para Frederico Rosa, com a solução mais provável.
Num cenário de vitória o PS colocava sangue novo na liderança da autarquia, na hipótese de derrota, o PS lança para a vereação um protagonista que abre as portas ao futuro. Certamente que, como vereador, Frederico Rosa irá aceitar pelouros ( não ficando a divertir-se com narrativas politicas nas sessões de câmara).
Os objectivos do PS serão lutar por conquistar a presidência da Câmara, mas, para isso tinha que ter trabalho politico no terreno, uma equipa que devia estar na rua, mesmo que não fosse divulgada, estava a dar a cara, ter um projecto credível, e, acima de tudo, ter energia para se apresentar como alternativa e não como alternância.

Quanto ao PSD, o mais provável é de novo ter como rosto Bruno Vitorino, embora outros nomes tenham sido apontados. Bruno Vitorino é um veterano na politica local, tem trabalho politico constante e não descarta o cenário de conquistar a presidência da Câmara, situação que é uma ambição, e pouco provável perante o cenário politico local.
Bruno Vitorino terá dois grandes objectivos políticos que, por vezes, parecem emergir das tomadas de posição dos sociais democratas – em primeiro lugar fazer trabalho politico para que a força politica vencedora não conquiste a maioria absoluta, de forma a dar mais força ao PSD como força de charneira, por outro lado, no âmbito da estratégia da vida politica nacional não existirá interesse para o PSD, que o PS conquiste o Barreiro.
O PSD terá como grande objectivo manter o seu vereador e, eventualmente, lutar pelo segundo.

Estas notas são meras reflexões de rodapé. Vamos acompanhar com muita atenção todo o processo que já pulsa nos bastidores...mas silencioso para a comunidade.

António Sousa Pereira

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