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Inferências

A(nota) mentos - Barreiro«Façamos de 2017 um ano de paz»

Um novo ano. E, como sempre, todos os anos repetimos os desejos, a vontade de um mundo melhor, votos de felicidades – Amor, Paz!
Afinal, esses são os verdadeiros sentimentos, aqueles que nos tornam verdadeiramente humanos.

3 min de leitura
A(nota) mentos - Barreiro «Façamos de 2017 um ano de paz»

Por Jornal Rostos

Amar, sonhar, ser feliz, são as expressões mais fortes, são aquelas que dão sentido à vida e à forma de vivermos e sentirmos os dias, com ternura e alegria no coração.
Esta é, sem dúvida, a verdadeira natureza humana. Sempre foram ao longo da história da humanidade esses os sentimentos que conduziram o ser humano a realizar as coisas belas – a arte, a música, a poesia, a descoberta do belo. Transformações.

Mas, depois, há sempre um depois, existem outros sentimentos que nos animalizam, a ambição, a inveja, o poder, o dinheiro, o ter mais que o ser, que dão a outra dimensão da humanidade – as guerras - morte, tragédia, confrontos étnicos, religiosos e, nos dias de hoje, esse tenebroso mundo financeiro – o ideal que tudo domina e ao qual tudo de submete.
As guerras foram, infelizmente, muitas vezes, o ponto de partida para reencontrar novos caminhos, após, lutas infinitas e trágicas destruições.
Mas, foi, na verdade, em tempos de Paz que a humanidade deu saltos de aperfeiçoamento e humanização. Conquistando valores e aprofundando novos níveis civilizacionais.

António Guterres, hoje, lançou um apelo pela PAZ, colocou a PAZ como prioridade - “Façamos de 2017 um ano de paz”, disse.
Vai ser difícil, muito difícil. Os tempos de futuro estão assombrados de muitas incertezas. Os negócios das armas, os fluxos financeiros, o dinheiro, o poder, esses eternos deuses. Contam muito, muito mais que os desejos que expressamos no começo de cada ano.
O mundo global, permite coisas lindas, dá o sentido enorme da dimensão deste planeta, que nos pertence e, de facto, é lindo, mas, também, deixa-nos à beira da desumanização, quando pensamos os milhões de refugiados e os milhões na pobreza.

Mas, se cada um de nós, tentar, apenas que seja tentar, dar um pequeno contributo para viver o sentido da felicidade, então, talvez, pouco a pouco, vamos dando um sentido à vida, esse, o verdadeiro sentido que nos torna humanos e felizes.
“Façamos de 2017 um ano de paz”, subscrevo. É no caminho da PAZ que a humanidade pode encontrar neste novo século o caminho para se encontrar com o seu ideal mais belo – Amar!
E, digo-vos, isto só é possível se formos capazes de construir aldeias, vilas ou cidades, onde, o respeito pelas diferenças se afirme como caminho de fazer e viver cidadania. Respeitar as diferenças não é anular as diferenças. Viver e assumir as diferenças é o centro da cidadania e o coração da vida democrática.
É por aí que se constrói futuro!
Feliz Ano Novo!

S.P.

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