A(nota) mentos - Barreiro«Façamos de 2017 um ano de paz»
Afinal, esses são os verdadeiros sentimentos, aqueles que nos tornam verdadeiramente humanos.

Por Jornal Rostos
Amar, sonhar, ser feliz, são as expressões mais fortes, são aquelas que dão sentido à vida e à forma de vivermos e sentirmos os dias, com ternura e alegria no coração.
Esta é, sem dúvida, a verdadeira natureza humana. Sempre foram ao longo da história da humanidade esses os sentimentos que conduziram o ser humano a realizar as coisas belas – a arte, a música, a poesia, a descoberta do belo. Transformações.
Mas, depois, há sempre um depois, existem outros sentimentos que nos animalizam, a ambição, a inveja, o poder, o dinheiro, o ter mais que o ser, que dão a outra dimensão da humanidade – as guerras - morte, tragédia, confrontos étnicos, religiosos e, nos dias de hoje, esse tenebroso mundo financeiro – o ideal que tudo domina e ao qual tudo de submete.
As guerras foram, infelizmente, muitas vezes, o ponto de partida para reencontrar novos caminhos, após, lutas infinitas e trágicas destruições.
Mas, foi, na verdade, em tempos de Paz que a humanidade deu saltos de aperfeiçoamento e humanização. Conquistando valores e aprofundando novos níveis civilizacionais.
António Guterres, hoje, lançou um apelo pela PAZ, colocou a PAZ como prioridade - “Façamos de 2017 um ano de paz”, disse.
Vai ser difícil, muito difícil. Os tempos de futuro estão assombrados de muitas incertezas. Os negócios das armas, os fluxos financeiros, o dinheiro, o poder, esses eternos deuses. Contam muito, muito mais que os desejos que expressamos no começo de cada ano.
O mundo global, permite coisas lindas, dá o sentido enorme da dimensão deste planeta, que nos pertence e, de facto, é lindo, mas, também, deixa-nos à beira da desumanização, quando pensamos os milhões de refugiados e os milhões na pobreza.
Mas, se cada um de nós, tentar, apenas que seja tentar, dar um pequeno contributo para viver o sentido da felicidade, então, talvez, pouco a pouco, vamos dando um sentido à vida, esse, o verdadeiro sentido que nos torna humanos e felizes.
“Façamos de 2017 um ano de paz”, subscrevo. É no caminho da PAZ que a humanidade pode encontrar neste novo século o caminho para se encontrar com o seu ideal mais belo – Amar!
E, digo-vos, isto só é possível se formos capazes de construir aldeias, vilas ou cidades, onde, o respeito pelas diferenças se afirme como caminho de fazer e viver cidadania. Respeitar as diferenças não é anular as diferenças. Viver e assumir as diferenças é o centro da cidadania e o coração da vida democrática.
É por aí que se constrói futuro!
Feliz Ano Novo!
S.P.













