Saltar para o conteúdo
Inferências

Notas do meu blogueO cachimbo
Barreiro

Em suma, um cachimbo não é apenas um cachimbo, uma mera peça decorativa. Dá paixão. Dá emoção. Tem a dignidade de um ser que lhe dá personalidade.

2 min de leitura
Notas do meu blogue O cachimbo Barreiro

Por Jornal Rostos

Um cachimbo é apenas um cachimbo. Uma presença. Uma referência. Uma existência. Um sinal. Ele existe. Silencioso. Ocupa espaço. O seu próprio espaço. Faz parte da vida. Mesmo pequenino, sem mais nenhum significado que não seja, esse, ser ele mesmo – um cachimbo.
Ele, de facto, está ali, mesmo que fechemos os olhos, e, por exemplo, o procuremos ignorar, não querer saber, não lhe dar visibilidade, a verdade, é que ele não deixa de lá estar, e, quer queiramos, quer não, ele existe – é sempre um cachimbo. Mesmo que reduzido à sua mera insignificância de objecto utilitário. Ele existe. Acende. Apaga. Um ciclo permanente – é vida!
Olhamos o objecto. E podemos apenas pensar, meramente, como filosofia ou como arte, naquela célebre frase – Isto é um cachimbo!
Mas, ao olharmos um cachimbo ele, na verdade, até pode ter um rosto. Ou, porque não, ter muitos rostos. Podem ser poetas. Podem ser políticos. Podem ser escritores. Podem ser cientistas. Podem ser pescadores. Podem ser tudo o que quisermos ou imaginarmos, por experiência própria, de vida e de saber acumulado nos neurónios.
O cachimbo quando existe, tem vida, está ali na paisagem da cidade, na vida da cidade. Nos seus movimentos e pausas. Porque um cachimbo tem sempre um rosto. E ter rosto é lindo!
Nunca ignoremos isso, porque ignorar um rosto é como ignorar o sentido verdadeiro da cidadania.
Em suma, um cachimbo não é apenas um cachimbo, uma mera peça decorativa. Dá paixão. Dá emoção. Tem a dignidade de um ser que lhe dá personalidade.
O cachimbo é, afinal, como a vida, algo que só faz sentido quando é sentida e vivida com prazer, alegria, vivacidade e, acima de tudo, com um sorriso no rosto.

S.P.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção