Notas do meu blogueÉ amanhã que nasce o novo…
Barreiro
Sorrir, sorrir, sorrir sempre… isso é que é lindo!

Por Jornal Rostos
Este dia 1 de Fevereiro está inscrito nas minhas emoções. Muitas emoções. Marca o começo de um tempo novo. Porque todo o tempo velho abre caminho a um tempo novo. É amanhã, é sempre amanhã que nasce o novo.
Foi, na verdade, este, o dia que deixei para trás décadas da minha vida. Aquele tempo que vivi feito de entrega, de servir a comunidade, de viver por causas, de amar o trabalho como verdadeira paixão pela vida e no fazer os dias. Inventando. Construindo. Sonhando. Desilusões. Alegrias. Mágoas. Perder a autoestima. Sorrir. Escutar um abraço escrito com a palavra lealdade. E, por fim, ao cair do pano, receber uma medalha – antes negada – por bons serviços prestados. Tantas estórias. A vida em toda a sua riqueza e na sua plenitude de amor e guerras. Um tempo gravado no sangue das palavras, que nasceram no “sabor da palavra Liberdade”.
O tempo vai tudo esclarecendo…e, afinal, o que resta é o que guardamos e nos faz sentir esse equilíbrio, que só nós sentimos, no que fomos, dissemos e fizemos. Verticalidade.
É, também, um dia que nunca esqueço, porque nunca vou esquecer aquele homem com quem partilhei momentos inesquecíveis, na descoberta da luz e dos ritmos da vida e desta terra, que é dele e dos meus filhos. Ele, que nos deixou com um sorriso neste dia em Fevereiro.
Aquele homem que um dia chegou junto de mim com umas fotografias e disse-me: “Tens aqui estas fotografias, quero que escrevas sobre elas um texto”.
No dia seguinte, telefonei-lhe a dizer-lhe que tinha o texto escrito. Ele sentou-se na minha frente a ler, silenciosamente, com as mãos a amparar-lhe o rosto. Quando acabou de ler, levantou-se, dirigiu-se a mim, sem comentários, e, ali, deu-me um beijo, ao mesmo tempo que dizia: “Tinhas que ser tu a escrever este texto…”.
Um texto que à volta dele tem outras estórias e memórias. Enfim coisas da vida.
Recordo. Recordo sempre. Neste dia – “o mestre, os meninos e o gesso”, porque, na verdade são os gestos de homens nobres que nos dão a dimensão da nobreza da vida.
Homens que, afinal, nos fazem descobrir a poesia e a arte, como grande expressão das paisagens, das pessoas e do tempo que vivemos – a natureza e a humanidade.
Há dias, como este, que se inscrevem na memória do tempo que vivemos, são dias que tocam o coração, percorrem os nervos, fazem brilhar emoções, projectam futuro, criam sonhos, fazem acreditar que a vida é uma permanente transformação e aprendizagem. Aprendemos com tudo, com as virtudes e com erros. Errei tantas vezes. Continuo a errar, mas com tudo isso que fazemos, crescemos e, acreditem, é no crescer que nos encontramos com o mundo e com a cosmicidade.
Estou aqui e sinto todo o tempo por dentro dos sons silenciosos que percorrem o meu cérebro a estalar de emoções vivas.
Paro de escrever e penso – chegas-te aqui, agora, arranca…diverte-te, goza os dias, vive o tempo todo com a intensidade de um amor jovem, esse que floresce brilhante nos teus cabelos brancos, feitos de uma vida que viveste sempre de forma apaixonada, em busca de ti e dos outros. Partilhando, sempre partilhando.
Este é o dia – 1 de Fevereiro – aquele que de uma janela voltada para o mar, fizeste uma promessa que tens cumprido plenamente – viver, viver e nunca desistir, porque cada dificuldade permitiu aprender que a vida é linda quando se vive fazendo o que se gosta e nos apaixona. Tudo se supera.
Nunca esqueças é amanhã, sempre amanhã, que nasce o novo, por isso, recebe o novo sempre, sempre com um sorriso!
Sorrir, sorrir, sorrir sempre… isso é que é lindo!
S.P.













