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Inferências

Por dentro dos dias - BarreiroÉ verdade as autárquicas já estão na rua

Já são conhecidos os dois principais protagonistas das próximas eleições autárquicas, primeiro foi conhecido o candidato do PS – Frederico Rosa e, agora, a candidata da CDU/PCP Sofia Martins. Duas pessoas por quem nutro amizade e respeito.

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Por dentro dos dias - Barreiro É verdade as autárquicas já estão na rua

Por Jornal Rostos

Nós vivemos os dias com a intensidade própria que os dias nos dão, os acasos, as circunstâncias, as decisões, as incertezas, o tempo que vivemos abre-se a cada instante na nossa frente e, por vezes, sentimos que construímos, outras ficamos com a sensação que adiamos, outras até projectamos futuro.
A vida move-se à nossa frente, a nós compete, agarrar os dias e dar-lhes conteúdo. Dar conteúdo aos dias é enche-los de futuro.
Tudo o que acontece, diariamente, à nossa volta é essa emergência da vida real, nesse cruzamento constante de passado e futuro a nascer que faz cada presente.

Vem isto a propósito dos tempos que vivemos. São tempos agitados. São tempos de exigência. São tempos que permitem avaliara as comunidades e sentir o pulsar das comunidades.
Há uma coisa que, desde sempre, pessoalmente, procurei fazer, manter rigor, independência e, acima de tudo, a objectividade possível – cada um tem a sua – dos factos e realidades que nestes tempos marcam as vivências da comunidade.

Posso ter divergências de opinião, porque elas existem, sempre existirão e espero que nunca deixem de existir. As divergências de opinião são humanas e naturais, pelas diferenças culturais, pelas experiências de vida, pelos percursos e pela consciência construída por cada um – no espaço e no tempo.
Há uma coisa que admiro, aquilo a que vulgarmente se chama “honestidade intelectual” . Uma pessoa pode afirmar-se de direita ou de esquerda o meu respeito pelas suas opiniões não se centram na sua opinião, com a qual posso concordar ou discordar, centra-se na qualidade e honestidade da sua argumentação. Na validade dos seus argumentos, com base em factos que emergem da realidade – com visões diferentes – e não na deturpação da realidade para impor verdades inexistentes, reinventando a vida à luz de objecticos táctico- estratégicos.

Os dias dos tempos de hoje são mesmo agitados, são aqueles tempos das lutas pelo poder, em que, por vezes, vale tudo menos tirar olhos. Recordei-me tudo isto, hoje, pela manhã, quando, como faço habitualmente, sento-me a ler e sentir o prazer de uma cachimbada matinal. É que, neste momento, estou a ler «O Apelo da Selva» de Jack London, que aconselho a leitura nestes tempos de duros combates.

A vida corre e o tempo urge. As eleições autárquicas vão marcar o pulsar dos próximos tempos, num concelho que sociologicamente e eleitoralmente é de esquerda – onde nas legislativas vence sempre o Partido Socialista e nas autárquicas, em regra a CDU/PCP.
Já são conhecidos os dois principais protagonistas das próximas eleições autárquicas, primeiro foi conhecido o candidato do PS – Frederico Rosa e, agora, a candidata da CDU/PCP Sofia Martins. Duas pessoas por quem nutro amizade e respeito.
A Sofia Martins que conheço há largos anos, sua família e seus pais, que já por diversas vezes entrevistei como autarca. Uma pessoa que tem como característica a sua entrega ao trabalho, que gosta mais de fazer que dizer. Uma autarca experiente com conhecimento profundo, pela experiência vivida, do mundo autárquico e que tem um profundo amor ao Barreiro, a sua terra. E, também, a primeira mulher na história do Poder Local no Barreiro, candidata a Presidente da Câmara Municipal.

O Frederico Rosa, candidato pelo Partido Socialista, conheço recentemente, nas conversas que com ele mantive a propósito da Plataforma «Barreiro 2830», que ele viveu com entusiasmo, e, que também entrevistei na sua qualidade de vereador, sem pelouro, no actual executivo municipal.
Sempre notei no Frederico Rosa um entusiasta de causas públicas e um grande interesse em servir o Barreiro, a sua terra, que ele ama.
Registo o facto de, na sua qualidade de candidato a Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, ter decidido ser ao jornal «Rostos», o primeiro órgão de informação ao qual concedeu uma entrevista. Conversámos sobre o Barreiro, o seu presente e futuro. Foi uma conversa muito positiva.

Certamente, será um destes dois protagonistas que será o próximo Presidente da Câmara Municipal do Barreiro. Seja qual for, um ou outro, marcam a chegada da geração dos 40 anos à liderança do concelho. Uma nova geração politica. Um novo tempo.
São de facto estas duas forças politicas PS e CDU que, pelo que se conhece de eleições anteriores e das sondagens nacionais mais recentes, que irão entre si lutar pela conquista da Presidência da Câmara. São dois bons candidatos. Duas pessoas íntegras. Duas pessoas que gostam do Barreiro.
Ficamos por saber e conhecer a restante equipa de cada um, os programas eleitorais, as formas como as campanhas vão decorrer, a integridade discursiva, porque, afinal, nas autárquicas contam sempre muito – as pessoas, o que se diz e como se diz…
Naturalmente, surgirão outros candidatos. Fala-se em Bruno Vitorino, pelo PSD, não se conhece ainda fumo branco no Bloco de Esquerda, nem do CDS/PP, que normalmente participam nas eleições locais no Barreiro, nem mesmo do PCPT/MRPP.
Bruno Vitorino, se for candidato, sendo da geração dos 40 anos, será, no entanto “dinossauro” das autárquicas no concelho do Barreiro. Um politico experiente, que sabe demarcar-se e fazer oposição de forma elevada e irreverente. É um agitador nato, que critica colocando na critica as diferenças, na forma de olhar e sentir o mundo e a vida. A sua luta e naturalmente a sua vitória, será conseguir retirar à CDU ou ao PS, o cenário de terem maioria absoluta.

Decidi escrever este «Por dentro dos dias», porque, hoje, pela manhã, encontrei ali, por mero acaso, no Pingo Doce, às compras, o candidato Frederico Rosa. Trocámos breves palavras.
E, quando rumava pela rua pensei - é verdade as autárquicas já estão na rua, estão mesmo por dentro dos dias…basta ir lendo as páginas do facebook, onde, alguns pensam, que será o espaço de confronto eleitoral, ignorando que há mais vida para além das redes sociais e, também, do mundo daqueles que vivem a politica, “politicando”…

S.P.

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