Por dentro dos dias – BarreiroUm escola que valoriza a cultura de «protecção civil»

Por Jornal Rostos
Um incêndio ocorreu num canavial, junto à Escola Álvaro Velho, o fumo propagou-se e obrigou, por razões de prevenção a evacuar a escola. Alguns alunos que estavam na proximidade por inalação de fumos foram assistidos no Hospital do Barreiro.
Tudo não passou de uma situação passageira e sem problemas graves a registar.
A Escola Álvaro Velho, pelo que tenho acompanhado, ao longo dos anos, é uma escola onde tem sido desenvolvida e praticada uma cultura de prevenção de segurança, ao ponto de ter sido merecedora de reconhecimento ao nível nacional.
Estava curioso de saber como tinha funcionado, neste contexto, a cultura de “protecção civil” da escola, no âmbito desta ocorrência.
Curiosamente, em conversa como Joaquim Nogueira, Director do Agrupamento, ele salientou que foi accionado o Plano de Emergência de Escola, mas, de facto esta era uma situação “nunca testada”, porque o incidente registou-se num período que os alunos estão fora da sala de aula e, normalmente, em todos os exercícios-simulacros realizados as situações testadas – ou de causas naturais ou de causas industriais – têm sido num cenário que os alunos estão na sala de aula.
Esta ocorrência veio alertar para a necessidade de realizar um simulacro em período de intervalo.
Por outro lado, com a evacuação da escola, registaram-se algumas situações de pais que, alertados para a situação deslocaram-se para a escola querendo levar os seus filhos. Esta situação da vida real, colocou, igualmente, em agenda a necessidade de em próximos simulacros-exercícios ter em consideração esta vertente externa, tornando-se necessário motivar os pais para entenderem, eles, mesmos o Plano de Emergência de Escola e a sua participação no seu global cumprimento.
Outras aspectos foram referenciados, como o local de «ponto de encontro» dos alunos, que, nesta situação foram deslocados, com eficácia e eficiência, pela Policia de Segurança Pública, Bombeiros e Serviço Municipal de Protecção Civil, para o espaço dos TCB’s Transportes Colectivos do Barreiro.
Afinal, um pequeno incêndio num canavial, num espaço exterior à escola, acabou por servir, na prática para testar o Plano de Emergência da Escola e abrir novas áreas de avaliação e aperfeiçoamento.
É, isto a vida, os acontecimentos, devem servir para aprender e corrigir, aprofundar conhecimentos, e, de facto, só a vida real e as experiências nas vivências concretas permitem testar as teorias e desenvolver novas pistas.
O Barreiro é uma terra que devia aprofundar, de forma sistemática, nas escolas uma cultura de protecção civil, dando ferramentas aos jovens de hoje, homens de amanhã, para enfrentar situações.
A Escola Álvaro Velho é um exemplo.
E, como se pode ver, as coisas, quando menos se espera acontecem…à nossa porta!
S.P.













