Por dentro dos dias – BarreiroOs vampiros da democracia

Por Jornal Rostos
Uma terra é feita das pessoas que a fazem, todos, que de alguma forma dão o seu contributo para o seu pulsar quotidiano. Há aqueles que consideram que contribuem para dar vida à terra, mantendo uma permanente atitude critica, e, considero que isso é positivo e útil, sempre que vem de alguém que pelos seus actos reais, também age, para que a vida se transforme, procurando dar o seu contributo para dar vida à vida.
Normalmente não respeito, nem ligo, apenas registo, aquelas opiniões de quem tem o rei na barriga, e, afinal, até, de facto, são pessoas que conheço muito bem, as quais nunca vi, no concreto, agir e dar algo de seu aos outros. Estes são, aqueles que eu classifico como os vampiros da democracia. Usam a liberdade não para construir mas para injectar o seu egocentrismo de pseudo-pureza e que se arrogam ao direito de adjectivar aqueles que fazem dos mais diversos epítetos. Falam, falam, falam..não fazem nada, apenas desmotivam. Mas, aqueles que fazem, aquelas que amam, aqueles que voluntariamente agem, contribuindo para fazer um mundo melhor, esses, devem, continuar e encontrar dentro do coração, a energia e calor para expurgar esses «vampiros da democracia».
Ontem à noite, estive na SFAL, a minha Colectividade do coração, da qual tenho a honra e um grande orgulho de ser «Sócio Honorário», distinção que recebi, não por falar, mas por fazer. E, é isso, que enche o coração e a mente.
Normalmente não tenho acompanhado, nos últimos tempos as suas actividades, mas, sei que continua viva, activa e com uma dinâmica fruto do empenhamento de uma equipa, pessoas que dão, como ao longo dos anos muitas outras têm dado, para manter viva aquela que é a Colectividade mais antiga do concelho do Barreiro, que este ano comemora os seus 150 anos.
Foi uma noite calorosa, com vozes deliciosas, com um esmerado serviço de bar, feito com voluntariado, com amor, com dedicação. Uma linda noite de fados, com muita emoção. Até aplaudimos a vitória de Salvador Sobral e aplaudimos o Benfica ( eu Sportinguista, também enderecei os parabéns, aos meus eternos adversários), porque ser adversário não é ser inimigo. Os que cultivam a adversidade como inimizade são os «vampiros da democracia».
Escrevo este texto, para agradecer a todos que me proporcionaram aquela agradável noite que frui, ali, apenas como mero espectador, e, sentir, o que é estar no lado de cá, com respeito por aqueles que estão ali a servir – não como empregados – mas homens e mulheres que são sócios, tal como eu, que optam por fazer vida e dar de si com amor, sem querer nada em troca senão a alegria de dar vida à vida.
A vida faz-se fazendo…e é essa a energia que os vampiros da democracia não sentem no coração. Invejosos do calor humano. Invejosos da cidadania. Porque acham que eles são o exemplo real e único, a pureza, por isso, só por isso, não sabem o que é o respeito pelas diferenças e aquilo que adoram afinal são regimes totalitários de verdade única.
OBRIGADO SFAL!
António Sousa Pereira













