Barreiro – Rosto da SemanaBaía do Tejo – porque ousou pensar futuro

Por Jornal Rostos
A Baía do Tejo tem sabido tomar decisões que visam perspectivar a criação de dinâmicas no seu território que contribuam para influenciar o desenvolvimento do concelho do Barreiro.
Os últimos anos foram marcados por intensos diálogos entre as Administrações da Quimiparque/ Baía do Tejo e a Câmara Municipal do Barreiro, abrindo, pouco a pouco, o território ao espaço urbano do concelho.
O território da Baía do Tejo é uma pérola e um enorme potencial para o concelho do Barreiro, ali, está um dos seus grandes potenciais, quer ao nível da criação de polos de visitação turística – diferenciador na AML – quer para dinamização do um «Parque das Nações da Margem Sul», quer para instalação do Terminal Intermodal, integrado na estratégia portuária, anunciada pela Ministra do Mar, quer para instalação de novas industrias ( um exemplo positivo a instalação da central Depuradora de Ostras, na zona da antiga EDP).
Ali, há espaço para um grande pavilhão multiusos e grandes áreas de exposições temáticas – pavilhões do conhecimento das memórias do país e do Barreiro – do desporto e do rio.
Ali, se não fizerem na zona do Polis, pode nascer a «cidade do Xadrez», projecto inovador e único no país, neste que é um concelho pioneiros de Mestres da modalidade.
Para que tudo isto aconteça é essencial o permanente diálogo diferenciador entre os Governos e a autarquia. Isto tem acontecido.
E, naturalmente, aconteceu com a definição do património a preservar – desde o Mausoléu de Alfredo da Silva, passando pela «casa cor de rosa» residência de Alfredo da Silva no Barreiro, quer edifícios localizados na rua onde estava localizado o antigo Posto Médico da CUF, quer o Bairro Operário e outros edifícios já classificados e que vão ser preservados, por comum acordo entre a Baía do Tejo, Câmara Municipal do Barreiro e Secretaria de Estado da Cultura.
Costumo dizer que o Barreiro sofre de um problema excesso de pensamento CUF, no tempo da CUF é que era bom, ignorando ou não querendo perceber que o tempo da CUF foi, é passado, agora é preciso pensar futuro.
Isto não invalida que não se preservem as memórias materiais e imateriais. Sou defensor da criação de um Centro Documental/estudos de Alfredo da Silva, que contribua para ligar o Barreiro aos diversos polos académicos - da história, da economia, da gestão, da sociologia, da antropologia, entre outros. Isto devia unir os que teimam em endeusar Alfredo da Silva e a retirá-lo do túmulo, usando o seu nome para pseudo querelas politicas e procurando gerar divisões na comunidade e antagonismos que cheiram a bafio, ou por outro lado, os que diabolizam esta figura, olhando meramente para a dimensão política num permanente confronto ideológico, ficando todos parados no tempo.
O Barreiro é mais que a CUF, mas o Barreiro também é CUF.
O Barreiro é mais que a cidade, mas também é a cidade.
Esta semana destacamos como «Rosto da Semana» a Baía do Tejo pela sua coragem de ousar futuro, continuando a abrir o território ao concelho e ao centro da cidade.
António Sousa Pereira













