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Inferências

A(nota)mentosO Barreiro - «a mí me encató»

Eu, como gosto de viver aqui, esta que não é a minha terra, mas é a terra dos meus filhos, fiquei feliz, muito feliz, ao escutar estes jovens espanhóis, felizes e com uma intensa paixão pelo Barreiro.

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A(nota)mentos O Barreiro - «a mí me encató»

Por Jornal Rostos

Ontem à tarde, na esplanada, junto à estátua de Alfredo da Silva, conversei com dois jovens espanhóis que, desde Agosto vivem no Barreiro.
Trabalham em Lisboa e optaram por viver no Barreiro.
Estão encantados com o Barreiro, consideram uma terra linda e já convidaram outros conterrâneos para optarem pelo mesmo caminho.

É assim, uns vindos de foram, chegam e apaixonam-se por esta terra, outros que cá vivem, criticam, e acham que este é o pior dos mundos.
Chegaram, viram e enamoraram-se. Adoram a Avenida da Praia. Deliciam-se a passear aos fins- de- semana pelos passadiços de Alburrica. Falam do bom atendimento e acolhimento que recebem nas Lojas do Forum Barreiro – “um espaço muito bom”, dizem.
Agora querem aprender a falar português e já encontraram uma professora que os vai ensinar – Rosário Vaz.

Eu, como gosto de viver aqui, esta que não é a minha terra, mas é a terra dos meus filhos, fiquei feliz, muito feliz, ao escutar estes jovens espanhóis, felizes e com uma intensa paixão pelo Barreiro.

Nas recentes pré-campanha e campanha eleitoral, as palavras escritas e ditas em desprimor do Barreiro, levaram-me a pensar que, passado este tempo, uma das tarefas dos autarcas eleitos seria dar um contributo para «limpar» a imagem negativa que foi gerada sobre a vida real do nosso concelho.
Uma terra de marasmo. Uma terra envelhecida que não atrai jovens. Uma terra suja. Uma terra sem futuro. Tudo era mau. Isso indignava-me.

O Barreiro é uma terra linda. É uma terra com potencial.
Mas, de facto, muito do seu potencial – uma área enorme do território é da responsabilidade do Poder Central – a qual só será dinamizado ao serviço da comunidade e dar-lhe dimensão metropolitana se existir uma intensa colaboração entre o(s) governo(s) e a autarquia, caso contrário, daqui a décadas continuaremos a falar do seu potencial.

Bom, por hoje fico por aqui, era só para registar isto, e, apenas isto – há jovens espanhóis e sei, até italianos, que estão a descobrir o Barreiro e gostam de viver aqui…o Barreiro “a mí me encató”!

S.P.

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