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Inferências

A(nota)mentos235 mortos em incêndios florestais no século XXI

Há uma vertente que parece, deve ser essencial tomar em consideração e, que, igualmente, devia fazer parte das medidas a implementar, e, concretamente, refiro a importância de ser promovida em Portugal uma «cultura de protecção civil» que devia começar, desde já, a fazer parte dos programas de ensino.

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A(nota)mentos 235 mortos em incêndios florestais no século XXI

Por Jornal Rostos

Há uns anos atrás, talvez mais de uma década, a propósito dos comentários sobre fogos florestais escrevi um texto onde comentava essa triste realidade que, anualmente marcava os dias de Verão no nosso país e, então, como conclusão sublinhava, no próximo ano, de novo, os comentários vão repetir-se, as televisões vão voltar a encher os seus noticiários e directos com esta triste realidade, porque, afinal, todos os anos são repetidas as mesmas conversas – dos interesses instalados, da falta de tratamento dos espaços, da falta de recursos para combate, etc, etc.

E, de facto, ano após anos, lá chorávamos os nossos bombeiros e enterrávamos os nossos mortos. Eram 2, ou eram 5, por vezez 20. E o assunto encerrava, voltando no ano seguinte.
Foi assim, ao longo de décadas e só nestes anos do século XXI, registaram-se segundo divulga o jornal Expresso 122 mortos, em resultado de fogos florestais e acrescentando os 113 mortos deste ano, totaliza – 235 vitimas de fogos florestais.

Este ano, pela dimensão do drama parece que, finalmente, vão ser tomadas algumas medidas para fazer frente e evitar que os fogos florestais, que certamente vão continuar, ao menos, possam ser combatidos e que se evitem situações dramáticas.

Há uma vertente que parece, deve ser essencial tomar em consideração e, que, igualmente, devia fazer parte das medidas a implementar, e, concretamente, refiro a importância de ser promovida em Portugal uma «cultura de protecção civil» que devia começar, desde já, a fazer parte dos programas de ensino e, em cada autarquia, serem implementadas aprendizagens de acordo com as suas realidades, de forma que, na verdade, cada cidadão sinta e perceba que é um agente de protecção civil.
É uma cultura, certamente, direcionada para as futuras gerações, que deve ter como preocupações matérias relacionadas com a prevenção quer de fogos florestais, como de fogos urbanos, acidentes industriais, catástrofes naturais e, nos dias de hoje, até situações relacionadas com os riscos sociais.

Já que queremos mudar, já que de facto existe, pelo vistos, uma grande preocupação com estas situações, fruto de um drama, que se sensibilize que se promova uma cultura de protecção civil, a partir da escola, que pode chegar aos pais e envolver as comunidades.

S.P.

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