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Inferências

A(nota) mentos - BarreiroUma nova ruptura com o «ciclo pendular»

Talvez, o aspecto mais importante, neste novo mandato autárquico, que ao longo do tempo poderá ser determinante, de facto, para sentirmos se estamos ou não num «novo ciclo» será perceber-se e sentir-se mudanças na vida politica local.

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A(nota) mentos - Barreiro Uma nova ruptura com o «ciclo pendular»

Por Jornal Rostos

Ontem ficou concluído o processo de instalação dos órgãos autárquicos que vão exercer o mandato 2017-2021.
Um mandato que marca, pela primeira vez, em todos os órgãos do concelho, a ruptura com o «ciclo pendular».

O «ciclo pendular» uma característica da vida politica local que marcou décadas da politica barreirense – o Partido Socialista vencia no concelho as eleições legislativas e depois perdia as eleições autárquicas. O ciclo foi quebrado com a eleição de Emidio Xavier mas, no final do seu mandato voltou a ser retomado com o regresso das sucessivas vitórias da CDU.
Até porque, no global, a gestão PS foi uma continuidade da gestão CDU, nas obras e em muitas politicas. As diferenças, algumas que existiram, uma vezes foram para pior, e, as que foram para melhor, inscreveram-se ao nível de uma visão macro do concelho, não foram sentidas pelo eleitorado, pois, de facto, eram, isso, e apenas isso, visões de futuro.

Este mandato é pois, o inicio da segunda ruptura com o «ciclo pendular» e, na verdade, só será possível falar se este é o inicio de um novo ciclo politico no final do mandato e após as próximas eleições.
Um novo ciclo implica muitas mudanças, mudanças do fazer, porque fazer é mais, muito mais que afirmar.
Para já, como mudanças que podemos registar, e, sublinhamos os desejos expressos de implementar uma nova forma de funcionamento e dinamização do papel da Assembleia Municipal na vida local.

Depois, ao nível das freguesias, temos a registar a entrada do Bloco de Esquerda, pela primeira vez, num executivo de freguesia – na União de Freguesias do Barreiro e Lavradio.
Um executivo de freguesia deve estar de facto, acima dos conflitos partidários, porque os melhoramentos da vida de uma comunidade são para todos e não dirigidos aos que votaram na força «dominante».
É um sinal positivo e interessante de acompanhar como experiência inédita, numa freguesia do concelho, a presença de PS, PSD e BE.
Tudo o resto é habitual o PSD, sempre participou em executivos com a CDU, em diversas freguesias quando a CDU tinha maioria relativa. Nada mudou, o que mudou foi ser o PS a convidar o PSD. É normal e natural se tivermos em consideração as experiências vividas.
E, em Palhais- Coina, também tudo como dantes, o MCI garantiu de novo a sua maioria absoluta, um movimento que une pessoas em torno de um projecto.

Agora, que findou o processo de instalação dos órgãos autárquicos, todos sabemos quem foram os vencedores das eleições autárquicas e, portanto, agora, é o tempo de arregaçar as mangas e ir ao trabalho. O tempo permitirá saber e conhecer os resultados.

Talvez, o aspecto mais importante, neste novo mandato autárquico, que ao longo do tempo poderá ser determinante, de facto, para sentirmos se estamos ou não num «novo ciclo» será perceber-se e sentir-se mudanças na vida politica local.
Uma das mais importantes será ao nível da forma de viver, sentir e promover a cidadania, envolvendo todos na discussão e no fazer cidade, nomeadamente superar os discursos dos bons e dos maus, que nada tem a ver com a existência de diferenças, que devem ser afirmadas porque são a força da democracia.

S.P.

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