Saltar para o conteúdo
Inferências

Barreiro - Por dentro dos diasTens valores, sorri!

E, talvez, por essa razão, fico a pensar, porque será que eles, acham que para mudar o mundo, precisam de se enganar a si mesmos…de tal forma estão convictos que olham para a realidade, real e imaginária, e não sabem, ou não querem saber, onde começa a verdade e onde acaba a mentira, e vice versa. Escondem-se por dentro de indecisões.

4 min de leitura
Barreiro - Por dentro dos dias Tens valores, sorri!

Por Jornal Rostos

A vida é feita de estórias, muitas estórias, algumas fazem-nos perder o sorriso, outras fazem-nos sorrir, é assim, esta caminhada, que todos fazemos, inscrevendo no tempo aquele que é o nosso tempo.
E, acredito, ser feliz é viver o tempo, todo o tempo, e, sentir que ele está guardado no coração.

Quando somos jovens, os nossos olhos conseguem imaginar uma realidade, ampliada, cada acontecimento, por vezes, sentimo-lo como estando a fazer história – acontecimentos únicos, nunca aconteceu, nunca tal foi visto, tanta gente, tanta gente, inventamos, reinventamos, adaptamos a vida aos nossos desejos.
A nossa imaginação é fértil, de tal forma, que achamos que as páginas que estamos a escrever na história são, já hoje, uma história de futuro, ou porque não o começo de um novo mundo.

Só que o mundo é real, tão real, que quando vivemos muitas experiências de mudança, de transformação, e, então, neste nosso Portugal, todos aqueles que vivemos – vivendo - os dias de Abril, o PREC, e, até os dias de Novembro, aprendemos a sentir a vida, com tudo o que ela tem e com todo o peso das palavras.
Aprendemos a sentir o ódio escondido entre flores.
Aprendemos a sentir o amor nascendo no cano de uma espingarda.
Aprendemos a palavra Liberdade, no confronto com a própria Liberdade.
Aprendemos o que é populismo e manipulação. Aprendemos a sentir a arrogância e a superar a arrogância.
Aprendemos a sentir – hermenêuticamente – o peso e o sabor das palavras.

Quando vivemos no nosso tempo vivido, a queda de muros, ou até os campos de futebol, apinhados de pessoas, ali mortas, só porque sonhavam liberdade. Tudo isso nos ensina o que são sorrisos e lágrimas, sentidas, por dentro de ideias e valores.

É por isso, afinal que vale a pena sorrir, porque viver com um sorriso é viver sentindo as cores a brilhar nos nervos do pensamento.
Hoje, ao olhar-me ao espelho, onde nunca tive receio de olhar os meus próprios olhos, mas, hoje, sim hoje – sorrindo - dei comigo a pensar : se eu não tivesse valores dentro de mim já tinha enlouquecido.
É por isso, que pouso as mãos no meu rosto, cheiro uma flor e sei o que sou, sei o que penso. Um homem livre!

E, talvez, por essa razão, fico a pensar, porque será que eles, acham que para mudar o mundo, precisam de se enganar a si mesmos…de tal forma estão convictos que olham para a realidade, real e imaginária, e não sabem, ou não querem saber, onde começa a verdade e onde acaba a mentira, e vice versa. Escondem-se por dentro de indecisões.
São egocêntricos de imaginação, talvez, porque tudo começa e acaba no umbigo do seu estomago.

Hoje sorri, apeteceu-me mesmo sorrir e neste regresso sentido do meu sorriso, que estava guardado no coração, desde os tempos da troika – foi duro, muito duro – mas hoje, de novo, voltei a sentir o sorriso a pulsar nas ruas da cidade e, com os meus nervos aconchegados nesse sorriso, olhei o Tejo e pensei – oh homem vive com esse sorriso aquilo que te sobra de vida para viver, faz o que gostas, todos os dias, sente o sol a brilhar no teu sorriso ao vento!
Tens valores, sorri!

S.P.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção