A(nota)mentosBarreiro na rota mundial da fotografia
Augusto Cabrita - 25 anos depois…

Por Jornal Rostos
O Barreiro já inscreveu o seu nome nas memórias da terra, de facto existe uma Escola Secundária com o seu nome, igualmente foi atribuído o seu nome àquele que é um dos espaços mais nobres das vivências sócio-culturais do concelho o «AMAC – Auditório Municipal Augusto Cabrita».
Ali, junto ao Tejo, aquele passeio ribeirinho, desde a zona industrial até ao Clube Naval Barreirense, foi meritoriamente considerado o «Passeio Ribeirinho Augusto Cabrita».
Ali, também a olhar o Tejo, aquela magnifica fotografia - arte urbana - de Odeith, no edifício da Câmara Municipal do Barreiro, no Largo Alexandre Herculano
O Tejo que ele amava e que afirmava ser o “prólogo” de todos os seus dias ao “exercitar o olhar através da janela”, dizia, – “já ganhei o prémio mais belo do mundo: Tenho O Tejo à minha frente!”
Aquela janela, onde, tantas vezes, com ele, cruzei o meu olhar sobre o Tejo e os telhados do Barreiro Velho, ali, vivi momentos feitos de palavras – ditas poemas – que nasciam quando me deliciava a mergulhar por dentro dos seus pensamentos expressos no ritmo das suas fotografias.
As fotografias e as suas palavras que escrevi, guardei, partilhei com ele, e, por fim, cumprindo o seu desejo, um dia, deram origem ao meu livro, que foi editado no ano 2000, num projecto que abracei com a Escola Augusto Cabrita e o meu amigo Anselmo Costa da Intermezzo, - «Sobre o Ritmo, Sobre a vida…Augusto Cabrita», com quadros de Kira.
Recordo, hoje e aqui, este cidadão «Barreiro Reconhecido» - Augusto Cabrita – um nome que tem um valor pelo seu humanismo, pela sua pureza de homem, pela sua criatividade e pelo seu amor ao Barreiro.
Recordo, hoje e aqui, o Mestre Augusto Cabrita, com uma nota sobre o significado do seu nome, uma referência com dimensão – uma das tais potencialidades do Barreiro - que pode e vai, acredito que vai, contribuir para colocar o Barreiro na Rota Mundial da Fotografia.
Recordo e deixo, mais uma vez um apelo para que seja colocado no AMAC, ao menos «um nicho», um recanto evocativo que permita aos visitantes conhecer um pouco sobre a vida e a obra do Mestre Augusto Cabrita, é simples, basta recorrer às novas tecnologias.
Hoje, que passam 25 anos sobre a sua partida, aqui fica esta evocação, este recordar…para que não seja esquecido pela terra que amou e serviu.
António Sousa Pereira
Aqui fica, para recordar, um registo da casa onde nasceu o Mestre Augusto Cabrita, ali, na Rua Miguel Pais.
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