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Inferências

A(nota)mentosDiscussão politica no Barreiro ao nível de quem discute um «jogo de futebol»

Tudo indica que é nisto que se pretende viver a acção politica nos próximos quatro anos, assim, numa permanente «guerrilha de politica urbana».

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A(nota)mentos Discussão politica no Barreiro ao nível de quem discute um «jogo de futebol»

Por Jornal Rostos

O que deveria ser uma discussão séria, talvez mesmo, ficar como um momento marcante de uma nova página de vida autárquica e ser uma marca da liderança da gestão socialista, saída das últimas eleições autárquicas, está, infelizmente, a transformar-se num «fait divers».

O que devia ser uma discussão séria, abrir caminho para uma reflexão estruturante, está a colocar a discussão politica no concelho do Barreiro ao nível de quem discute um «jogo de futebol».

O que devia ser uma discussão séria, talvez de estratégia, está a ser um contributo para a radicalização da vida politica local e dar continuidade ao clima que foi gerado no tempo de pré-campanha e de campanha eleitoral e, pelos vistos, é nisto que se pretende viver os próximos quatro anos em permanente «guerrilha de politica urbana».

Não se percebe, não dá mesmo para perceber, como um projecto dialogado com uma associação, em torno de um terreno doado pelo município, destinado a um investimento com um privado, não tenha existido o «cuidado politico» de estabelecer pontes, abrir portas ao diálogo, quando a força politica que lidera a autarquia, não tem maioria politica para decidir.

Bom, ou então percebe-se, a intenção era mesmo esta, fazer a discussão descer a esta dimensão, dos bons e dos maus, dos que não fizeram nada, nem deixam fazer, dos que destruíram o Barreiro e não deixam trabalhar - nem agradecem, pasme-se nem agradecem – aos que conseguiram em 100 dias, concretizar o que já estava agendado há cerca de dois anos e, até, já tinha sido sondado com a anterior gestão CDU para uma abordagem sobre o assunto.

O Barreiro de hoje e do futuro, precisa de diálogo institucional e não de guerrilha institucional.
O Barreiro precisa de uma acção politica mobilizadora de vontades e não de acção politica instigadora de ódios e que visa estimular conflitos intergeracionais.

A intervenção de Bruno Vitorino, PSD, na última reunião da Câmara Municipal do Barreiro – não estou aqui para ser um verbo de encher – nunca a ouvi nos tempos da gestão CDU, mesmo quando ele esticava a corda e, diga-se, isso até seria óbvio e natural, pelas diferenças ideológicas.

A intervenção de Paulo André, da CDU, afirmando que – este tique autoritário não pode continuar e que o Poder Local é democrático e não autocrático, são notas politicas que vão ficar nas memórias da vida politica local.

A última reunião da Câmara Municipal do Barreiro, ficará, sem dúvida, como um momento de referência e de memória futura.

Com tudo isto perde o Barreiro e, de facto, a politica é, por estas razões, cada vez mais olhada como um jogo de jogos e de luta pelo poder.

António Sousa Pereira

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