A(nota) mentosO Barreiro e a fotografia
Colocar o Barreiro na «rota mundial da fotografia» era a ambição a longo prazo.

Por Jornal Rostos
Um dia, Emídio Xavier, então presidente da Câmara Municipal do Barreiro, pediu-me sugestões para uma programação do Auditório Municipal Augusto Cabrita.
Na altura, elaborei uma sinopse- documento, onde defendi a ideia e, naturalmente, sugeri que para além da sua tradicional programação, se apontasse uma linha estratégica tendo por objectivo a curto médio e longo prazo colocar o Auditório Municipal Augusto Cabrita como uma referência no «mundo da fotografia», na Área Metropolitana de Lisboa e no país.
Colocar o Barreiro na «rota mundial da fotografia» era a ambição a longo prazo.
Integrar na planificação – para além das outras dinâmicas - ao longo do ano a promoção regular de diversos eventos que tivessem a fotografia como núcleo temático e, pouco a pouco, gerar alguns de maior dimensão - bienais - que pudessem colocar-se como referência de projecção nacional e internacional, que podiam ser ao nível da fotografia, do cinema, de curtas-metragens, de vídeo, etc. Era imaginar e criar, fazendo.
Esta era uma visão que passava, igualmente, por valorizar e capitalizar o nome de Augusto Cabrita, com a existência de um espaço permanente no AMAC de divulgação do homem e da sua obra.
Igualmente, seria estratégico ligar a estas dinâmicas a desenvolver em torno da fotografia, promover uma imagem positiva do Barreiro como espaço de fruição e ideal para os amantes da fotografia – da fotografia da natureza ( Mata da Machada e Sapal do Rio Coina/ Alburrica), de espaço industriais, do Tejo – a mais linda varanda sobre Lisboa.
Foi tudo isto que me ocorreu de novo à mente, quando assistia à entrega dos prémios no decorrer da Gala da SPA – Sociedade Portuguesa de Autores.
Ali, escutei, ser um dos nomeados para receber o prémio na área da fotografia a exposição “Americans 45 - Accident is the greatest of all Inventors”, de Luís Mileu, Auditório Municipal Augusto Cabrita.
Fiquei feliz ao escutar o «AMAC no Barreiro», como nomeado para fotografia.
Sei que nos últimos anos a fotografia tem sido uma das áreas privilegiadas nas actividades do AMAC, este é um dos resultados dessa realidade, mas, considero que continua faltar um pensamento estratégico para que seja potenciado o binómio AMAC – Fotografia e dar-lhe escala cultural.
Hoje, até existe um Clube de Fotógrafos do Barreiro, há grupos informais de fotografia e há barreirenses que são nomes de referência que muito podem acrescentar a este pensar e fazer do Barreiro uma cidade onde a fotografia é uma actividade lúdica, cultural, criativa, turística e de referência nacional e internacional.
S.P.













