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Inferências

A(nota)mentos - BarreiroA reportagem que nunca foi publicada

Uma forma de pedir desculpa pela reportagem que nunca foi editada…porque, afinal, a gratidão, é , sem dúvida, aquilo que mais enche o coração, e, até, o tempo que, cada um de nós, por aqui vive…

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A(nota)mentos - Barreiro A reportagem que nunca foi publicada

Por Jornal Rostos

Um dia numa intervenção, que circulou pelas redes sociais quando das últimas eleições presidenciais, Sampaio da Nóvoa comentava, aquilo que ele entendia com a palavra «agradeço».
Salientava, citando São Tomás de Aquino, no seu Tratado de Gratidão, onde são referenciados três níveis de gratidão – o primeiro o nível mais superficial, é o nível do reconhecimento, do reconhecimento intelectual, o nível cerebral e cognitivo; o segundo nível é o nível do agradecimento, o dar graças a alguém por aquilo que fez; o terceiro nível é o nível do vínculo, é o nível de nos sentirmos vinculados e comprometidos com essas pessoas.

E nessa sua intervenção, recordou que em Inglês ou em Alemão, o agradecimento é mais no plano intelectual, quando se diz - thank you ou zu danken, um agradecimento no plano intelectual, o nível mais baixo da gratidão.
Por outro lado, referiu que noutras línguas europeias, o agradecimento é no segundo nível da gratidão, damos graças, como é o caso do «merci», em francês; ou «Gracias» em espanhol; ou «gracia» em italiano. Estou lhe grato por aquilo que me deu, nesse sentido agradeço.

Por fim, sublinhou que só em português, se agradece no nível mais elevado, quando dizemos- OBRIGADO.
Este é o nível mais profundo, aquele em que se diz – fico-vos obrigado, fico vinculado e comprometido ao diálogo a continuar o diálogo e a contribuir para o desenvolvimento de projectos que nos deram e devem ter continuidade…

Ocorreu-me ao pensamento, hoje, este discurso de Sampaio da Nóvoa, e, desde logo fiquei com vontade de o partilhar, para dizer OBRIGADO a Rui Lopo, neste seu dia de aniversário.
Até, de facto, para publicamente pedir-lhe desculpa de uma reportagem que feita no terreno nunca chegou a ser editada, naqueles dias que, com ele, percorri todos os recantos dos territórios das AUGI’s, assisti a reuniões com membros de Comissões, num conhecer a realidade daquela zona do concelho do Barreiro e, tomar conhecimento das candidaturas que, então, estavam em marcha e, na verdade, eram apenas uma utopia, uma hipótese de solução para dar dignidade e contribuir para criar condições de urbanidade a zonas que nunca puderam ser devidamente planeadas e cuja solução era difícil, para os proprietários e para a autarquia.
Senti, naquele dia, o seu entusiasmo, no pisar o terreno e falar com as pessoas, a sua entrega à causa pública, para além, muito para além do exigido.

Recordo o seu entusiasmo ao anunciar que a candidatura tinha sido aprovada e que existiam condições de utilizar, acho que na ordem de 7 milhões de euros, para resolver, ou começar a resolver os problemas de saneamento daquela zona rural do concelho do Barreiro.

Foi, este mês anunciado, que a obra vai avançar no terreno e para lá das situações que estão por resolver, esta é, sem dúvida, uma página no desenvolvimento do concelho do Barreiro, que, nos próximos tempos e bem a actual gestão autárquica vai concretizar.

E, hoje, ao dar os parabéns de aniversário a Rui Lopo, vereador da CDU, sem pelouro, pensei, sem mais nada, apenas com este sentimento de gratidão, deixar aos Técnicos da Câmara Municipal do Barreiro e ao autarca Rui Lopo, este reconhecimento, sincero, pelo contributo para o desenvolvimento do concelho do Barreiro, para a sua modernidade, que não é feito de palavras pensadas – são palavras pensadas e realizadas que ficarão inscritas no terreno e na nossa história.

Uma forma de pedir desculpa pela reportagem que nunca foi editada…porque, afinal, a gratidão, é , sem dúvida, aquilo que mais enche o coração, e, até, o tempo que, cada um de nós, por aqui vive...

Em suma, dizer mesmo, que há mais vida para além do tempo vivido na vida da politica, que é sempre um tempo de estar e nunca o tempo de ser. O resto é todo o tempo que somos humanos.
Por isso, neste dia do teu aniversário, fica, aqui, este registo, e, apenas esta palavra – OBRIGADO!

António Sousa Pereira

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