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Inferências

A(nota)mento - BarreiroEvocação do cidadão Alcino Monteiro

Alcino Monteiro vivia e trabalhava numa Oficina no Barreiro. Nasceu português em Cabo Verde. e veio para Portugal, onde conquistou de novo a nacionalidade portuguesa.

Amanhã, dia 10 de Junho, completam-se 23 anos do seu assassinato.

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A(nota)mento - Barreiro Evocação do cidadão Alcino Monteiro

Por Jornal Rostos

Em Junho de 2006, numa reunião da Assembleia Municipal do Barreiro, foi aprovada por unanimidade um documento, apresentado pelos deputados do Partido Socialista, de evocação da memória do cidadão do Barreiro, Alcino Monteiro, assassinado em Lisboa, por grupos de extrema direita.

No jornal «Público», Rui Tavares, na sua crónica recordava que ontem Alcino Monteiro completaria 50 anos. Em 1995, ano que foi assassinado, tinha 27 anos. Vivia e trabalhava numa Oficina no Barreiro. Nasceu português em Cabo Verde. e veio para Portugal, onde conquistou de novo a nacionalidade portuguesa.

No dia 10 de Junho de 1995 foi a Lisboa para dançar, no regresso a casa foi espancado até à morte, por não ser branco, por “um grupo de criminosos racistas”, sublinha Rui Tavares.

Amanhã, dia 10 de Junho, completam-se 23 anos do seu assassinato.
Rui Tavares, lança o desafio que quando forem celebrados 25 anos da sua morte, a sua memória seja lembrada em Lisboa, diz, como está consagrado no programa eleitoral que venceu as eleições autárquicas na capital, e ,que em seu nome se estabeleça um programa de iniciativas anti-racistas.

Fica este registo. Talvez no Barreiro, nessa mesma efeméride, dos 25 anos, grupos de cidadãos ou forças politicas decidam agir e evocar o nome do cidadão, trabalhador e residente no Barreiro _ Alcino Monteiro.
Esta também é uma memória do Barreiro que não devemos esquecer!

António Sousa Pereira

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