Moita - Associação Zero vai apresentar queixa na União EuropeiaExige Avaliação Ambiental Estratégica para Aeroporto na BA6 Montijo

Por Jornal Rostos
Carla Graça, dirigente ambientalista da Zero, na sua intervenção na sessão debate promovida pela Assembleia Municipal da Moita, salientou que, apesar de ainda estar por realizar concluir o Estudo de Impacto Ambiental, o governo já tomou a decisão de instalação do Aeroporto no Montijo.
A dirigente da Associação Zero, referiu – “vamos apresentar uma queixa em Bruxelas”, mas, sabendo que as decisões na União Europei podem arrastar-se no tempo, disse que a associação vai apresentar queixa nos Tribunais Portugueses.
É necessário estudo de «Avaliação Ambiental Estratégica
Carla Graça, salientou que a Baixa da Banheira será das zonas mais emblemáticas que vai sofrer com a instalação da infraestrutura aeroportuária no Montijo.
Referiu que esta infraestrutura vai ter diversos impactos ao nível da expansão urbanística, no desenvolvimento do território e terá efeitos na qualidade de vida das populações.
Por essa razão, disse, a Associação Zero defende que é necessário elaborar um estudo de «Avaliação Ambiental Estratégica», independentemente dos critérios que foram utilizados para tomar a decisão.
Recordou que na recente discussão do Plano Nacional de Ordenamento do Território, o mesmo não contempla uma infraestrutura aeroportuária no Montijo.
Na sua opinião a decisão do Montijo está tomada e sendo esta uma infraestrutura que vai ter um grande impacto na AML, lamentou que não tenham sido dados os esclarecimentos que têm sido solicitados pela Associação Zero.
Vão existir riscos operacionais.
A dirigente da Associação Zero, alertou para impactos de relevo neste projecto, quer ao nível do ruído, quer ao nível da qualidade do ar – “qualidade do ar pode não ser tão dramático” – mas o ruído nocturno é preocupante.
Referiu que com este projecto vão ser fragmentados habitats de aves e vão existir riscos operacionais.
“Nós não temos posição contra ou a favor” da solução Montijo, disse, “queremos um estudo que salvaguarde o interesse público”.
Carla Graça, referiu que o tempo pode ser escasso, mas a pressa é má conselheira.
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