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Inferências

Por dentro dos dias – BarreiroOpiniões que se formam…e deformam!

Os «trolls» andam por aí, umas vezes mais agitados, outras vezes menos agitados. São manipuladores. Geram fanatismos. Promovem ódios de estimação. Nada do que fazem é inocente.

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Por dentro dos dias – Barreiro Opiniões que se formam…e deformam!

Por Jornal Rostos

Hoje quando lia uma entrevista de Paulo Coelho, escritor de quem nunca li um livro, dei comigo a pensar que em relação a este autor fui - não sei como nem porquê - induzido a pensar negativamente sobre o que ele escreve e, nunca o tendo lido, criei um estigma. Uma ideia de livros cor-de-rosa.
Portanto, o facto é que sem conhecer a sua obra, sem nunca nada ter lido dos seus escritos, para mim foi, não sei porque razões um autor que classifiquei no catálogo – “não ler”.

Hoje, ao ler a sua entrevista, dou comigo a reflectir sobre as suas experiências de vida, sobre a sua postura perante as adversidades, sobre o seu o olhar sobre a vida. Assumindo ter sido um homem que alinhou com a extrema direita, fruto do excesso de Marx e de comunismo que, sentia no seu tempo de adolescência, recorda que conheceu as realidades epocais, onde existia uma grande distância entre o que se dizia de valores políticos e o que se vivia e praticava na vida real, afinal, infelizmente a vida provou esses erros históricos.

Depois, descobriu o valor da democracia, da liberdade e refutou as suas opções de extrema direita, afirmando-se como um homem da Liberdade e lamentando as suas opções extremistas, que classificou de irracionais.
Registei como Jorge Amado, um escritor que guardo dentro de mim, era um critico e defensor da obra e da personalidade de Paulo Coelho.

“A vida que você sonha começa quando você decide”, sublinha Paulo Coelho, acrescentando que decidiu lutar pelo seu trabalho e pelos seus objectivos ser escritor.
Um dia decidiu partir pelo seu caminho, afirmando - «É agora ou nunca». Começou o seu caminho.

Comecei a ler a entrevista porque me chamou à atenção aquela frase – “É uma utopia achar que toda a gente tem de gostar de você» e o seu comentário aos «trolls» que passam a vida a «xingar» no ciberespaço.

E, a propósito disto, ocorreu-me ao pensamento como os «trolls» podem influenciar a nossa vida e as nossas opções, induzindo, influenciando, jogando, falaciando, tudo para atingir objectivos de curto, médio ou longo prazo. E, nós por vezes, até desistimos!
Os «trolls» andam por aí, umas vezes mais agitados, outras vezes menos agitados. São manipuladores. Geram fanatismos. Promovem ódios de estimação. Nada do que fazem é inocente.
Usam todas as armas, desde as tentativas de assassinato de carácter, as notícias falsas, ostentam posições de superioridade moral, mas, afinal, tudo isto, é natural e faz parte do mundo de hoje, onde a acção politica é cada vez mais teatral, onde a mentira é uma marca das práticas, onde a imagem é o que conta, onde as pessoas quase que se resumem na sua intervenção cívica ao ciberativismo – Je suis! Onde o anonimato, perfis falsos são criados com objectivos claros de agir nesse mundo virtual de jogos e lamúrias.

É por isso que viver é mais, muito mais que este cibermundo – a esquina dos tempos de hoje – uma vezes com rostos, outras sem rostos.
Acreditem, fazer vida é mais importante que fazer ciberesquina.
A ciberesquina é uma porta aberta à solidão, é um eco de vaidade e narcisismo. Infelizmente este mundo marca os tempos do século XXI.
Eu prefiro, estar por aqui mas, todos os dias …ter vida!

António Sousa Pereira

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