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Inferências

A(nota)mentos - BarreiroExplorar a politica de emoções…é o que está a dar!

Estamos no tempo do recomeço das actividades. Aproxima-se o regresso às aulas. Na vida associativa a vida vai recomeçar. Na vida politica as máquinas começam a agitar-se para um ano que vai ser marcado por um clima eleitoral, aquele tempo que, infelizmente, temos que nos habituar vale tudo.

2 min de leitura
A(nota)mentos - Barreiro Explorar a politica de emoções…é o que está a dar!

Por Jornal Rostos

E, de facto, a propósito das eleições europeias, hoje, dei comigo a reflectir em torno de uma noticia sobre a realização da Escola de Verão da Comissão Europeia, que decorreu em Marvão, com a participação de 50 jovens portugueses.

Um dos temas em debate nesta iniciativa foi o «populismo», um fenómeno que tem vindo a alastrar pela Europa.

Um jovem estudante do Porto, refere uma noticia do jornal Público, afirmou que os «Populismos» são «movimentos» caracterizados por fazerem três coisas:

. simplificam o discurso para o tornar mais apelativo;
. apelam ao medo e a todos os sentimentos que são repulsivos;
. consideram-se o politico da verdadeira interpretação da voz do povo.

É, igualmente, sublinhado que o populismo define-se como um conceito «muito difuso», sendo menos uma ideologia e mais uma estratégia.
“Uma estratégia que explora uma politica das emoções desprovida de qualquer racionalidade. Não quero dizer que a politica deva ser desprovida de emoções, mas o populismo usa os sentimentos mais básicos da população, dos quais o mais relevante é o medo ”, afirmou o jovem Miguel Alegre.

Na noticia, salienta-se que o «populismo» tem posições facciosas e de falsa realidade, consegue sobreviver através das redes sociais.
“Conheço pessoas da minha idade licenciadas que são populistas”, afirma uma jovem de 22 anos.

Leio esta noticia e fico a pensar na vida, em coisas que acontecem no quotidiano. A politica é um combate, um confronto de ideias, acontece, que, nos últimos tempos a politica tem sido marcada por esta realidade metodológica e estratégica – populismos com base em discursos simples; o fomentar o inimigo versus culpado de todos os males; os bons que vão combater os maus e mudar o mundo.

As ideias são para ornamentar…vamos então para o período eleitoral.

S.P.

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