A(nota)mentosSerá que vamos ter aumento tarifário por o Barreiro estar a avançar sózinho?
Isto não é um problema de guerrilha partidária, porque é uma matéria se for uma má opção, não irá afectar comunistas ou bloquistas, socialistas, sociais democratas ou pessoas sem partido. Toca a todos.

Por Jornal Rostos
Isto não é um problema de uma decisão, estar tomada pelo executivo municipal.
Esta é uma matéria que pode afectar os orçamentos familiares e das empresas.
Isto não é um problema de guerrilha partidária, porque é uma matéria se for uma má opção, não irá afectar comunistas ou bloquistas, socialistas, sociais democratas ou pessoas sem partido. Toca a todos.
Na cidade de todos é preciso que todos saibam conscientemente que estamos no caminho certo. Para isso, não é preciso teatralizar, o que é necessário é esclarecer.
Isto não é conflito PS/ CDU. Isto é um assunto que vai ter reflexos sobre a vida de todos.
Deixemos as politiquices e vamos aos factos com informação e esclarecimento.
O jornal «Público» de hoje, dia 26 de Setembro, no seu espaço «Economia» edita uma peça com o título :«Mudanças nas redes municipais ameaçam preços de electricidade».
Sublinha-se que os concursos para atribuição de novas concessões municipais da distribuição de electricidade em baixa tensão prevista para 2019 – “vão ser fonte de muitas polémicas nos próximos meses”.
No Barreiro este é já uma matéria que está na agenda politica. E o confronto de opiniões está ao rubro.
Um dos assuntos que me chamou a atenção na peça do jornal «Público», e que, de facto, ainda não foi matéria abordada, quando o assunto está na ordem de trabalhos nas reuniões de Câmara, é, concretamente, referido na peça do jornal, que este processo “acarreta riscos, como de criar mais custos para os consumidores e o de limitar a concorrência na actividade de distribuição eléctrica durante as duas décadas em que, segundo a lei, deverá durar cada novo contrato de concessão.
Salienta o jornal «Público» que o operador de distribuição em BT é responsável pela rede que leva a luz à casa das famílias e pequenos negócios.
Refere-se que os consumidores suportam os custos de exploração do operadores.
Alerta-se para o impacto muito negativo sobre os custos suportados pelos consumidores.
Na noticia é referido que os 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa estão a aguardar a conclusão de um estudo para “decidir se é mais vantajosa a distribuição directa assegurada por cada município ou a participação no concurso único. O Barreiro não está a aguardar, já avançou sozinho.
Sublinha-se que se a opção for concurso único então, será sempre a Área Metropolitana de Lisboa a concorrer sozinha, com todos os municípios.
Ao ler esta noticia e pelas abordagens do tema que escutei nas reuniões de Câmara fica a pergunta: Afinal porque avança a Câmara Municipal do Barreiro sozinha quando esta é uma matéria que conta, e muito, a economia de escala?
E, ainda, de facto o que mais incomoda, ficar com a interrogação, porque ninguém deu certezas, se, nas próximas décadas, pelo facto do Barreiro avançar sozinho, e, eu, como munícipe, vou ter que pagar esta decisão com o eventual aumento do custo do tarifário. É que nada é dito em contrário. Pode ser. Talvez. O que se diz é que vamos ter boa iluminação pública.
Será que os 10 ou 15 euros anuais que eventualmente vou poupar no IMI, afinal, vou depois perder, mais, muito mais, porque poderei vir a pagar em triplicado com o aumento mensal do tarifário da electricidade? Tenho o direito de saber. Ser esclarecido eu e, naturalmente, todos os municipes.
Pode acontecer isto, enquanto, aqui, ao redor noutros concelhos da AML – Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra, Alcochete, Almada – vão ter menos custos porque entram no concurso único da AML?
Esta, na verdade, uma matéria que devia ser debatida com os munícipes e plenamente esclarecida, sem problemas de confronto de opções, porque está em causa o custo de vida das pessoas e das empresas.
Isto não é uma guerra de bons e maus, é o custo do nosso futuro, na próxima década.
É isto que importa esclarecer. Se a decisão tomada garante que não vamos ter aumento tarifário. Que avance.
António Sousa Pereira













