A(nota)mentosIPS no pensar e ser Barreiro no século XXI
Um dos tais momentos que contribuiu para que consolide o «Campus Barreiro».

Por Jornal Rostos
Escutei com atenção as palavras de Inês Silva, da Associação de Estudantes, recordando que os últimos anos não têm sido fáceis para o ensino superior, apelando à realização de maiores investimentos no ensino público e sugerindo mudanças na legislação de forma que os Institutos Politécnicos pudessem atribuir o grau de doutoramento, porque formam com qualidade, sendo o IPS um exemplo.
Paula Ferreira, ex-aluna do IPS, hoje Presidente do Conselho Geral, recordou que no seu tempo de estudante, há 40 anos, não existiam telemóveis e como o mundo mudou, com orgulho expresso o contributo das aprendizagens que recebeu no IPS – de qualidade - para afirmar a o seu desenvolvimento profissional.
O presidente do IPS, Pedro Dominguinhos, defendeu que a denominação de Instituto Politécnico fosse repensada, passando a designar-se Universidade Politécnica, dando ao ensino politécnico a dimensão universitária e permitindo manter a diferença que o sistema binário exige.
No final a Secretária de Estado da Ciência e Ensino Superior salientou o contributo do IPS para o desenvolvimento da região de Setúbal, muito particularmente dos concelhos de Setúbal e Barreiro.
Foi, assim um dia que senti o Barreiro colocado no patamar da academia, e, registei este pormenor, de como sonhos e ideias, lançadas nos tempos da gestão de Pedro Canário, semeadas numa visita do Presidente da República, Jorge Sampaio, e, apoiadas por António João Sardinha, então responsável da DREL, como esta “gerigonça dos anos 90”, funcionou deu frutos e trouxe até aos dias de hoje, passando pela Quimiparque, este sonho, hoje uma realidade, que é estar vivo e dinâmico o «ensino universitário» na cidade do Barreiro.
E, escrevo tudo isto, a propósito dos 40 anos do IPS que vão celebrar-se em 2019.
O Barreiro vai estar presente nas comemorações desta efeméride.
Na sessão foi apresentado o logotipo que vai ser a marca das comemorações.
Tenho por hábito, quando olho para um logotipo, entrar por dentro das suas cores e grafismo, e, sentir o que aquele elemento de design me transmite, que emoções, que reflexões.
A primeira sensação foi um registo de temporalidade. Sentir o tempo, aquele pulsar de um relógio digital. Um tempo que parece ser uma marca mas que toca com aquela forma de pensar o tempo agostiniana – de chegada e partida, infinitude.
Depois, parece que estou perante um retrovisor, um espelho que permite pensar o tempo que ficou para trás e foi percorrido, mas que alerta para a necessidade de olhar em frente e ver o futuro. Um novo caminho.
O espelho é, afinal, aquele espaço em branco onde se escreve o futuro, olhando e não esquecendo passado.
As cores são a realidade que se inscreve no campus do IPS, inscrito no tempo, real, a suas cores e futuro que pulsa no digital.
Gostei do logotipo, pela sua simplicidade, e, simultaneamente, pela sua imensa potencialidade, essa de nos fazer pensar e sentir o tempo, porque afinal é no tempo que nós somos, individual e colectivamente.
E o tempo do IPS é, de facto esse, o dos 40 anos de história e de estórias.
O Barreiro faz parte dessa história, isso, é mesmo um registo que faz parte do novo paradigma do pensar e ser Barreiro no século XXI.
António Sousa Pereira













