Rosto da SemanaAntónio Costa – vai inscrever seu nome na história do Barreiro e Seixal

Por Jornal Rostos
No começo do mês de Junho de 2017, o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos, e, Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, num encontro com a comunicação social, que decorreu no Seixal, na zona de Paio Pires, local previsível onde a ligação pela ponte rodoviária se concretizará entre os dois concelhos, numa distância com um tabuleiro de 400 metros, ligando o Barreiro – da zona da Quinta da Lomba – até ao Seixal, num investimento previsto de 15 milhões de euros.
Os dois autarcas anunciavam o objectivo de solicitar uma reunião a Pedro Marques, Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, no sentido do governo analisar a importância da construção da Ponte Barreiro – Seixal. Esta uma reivindicação com décadas, que incompreensivelmente se arrastou no tempo.
Nesse mês de Junho de 2017, no final do mês, quando da sua presença no Barreiro, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que a ponte de ligação rodoviária entre o Barreiro e Seixal – “vai avançar durante a actual legislatura, ou no âmbito dos projectos de mobilidade ligados ao novo aeroporto, ou do Programa Portugal 2020”.
Esta semana, no decorrer de uma deslocação ao concelho do Seixal, António Costa, divulgou que a construção da ponte rodoviária entre os concelhos do Barreiro e do Seixal, está prevista nas acessibilidades do novo aeroporto do Montijo, enquadrada nas negociações com a ANA.
Sublinhe-se, que esta ponte rodoviária de ligação Barreiro – Seixal, desde há muito falada, sempre enquadrada nas estratégias da Terceira Travessia do Tejo, ou nos Programas de Desenvolvimento Regional, agora referenciada no âmbito das acessibilidades do Projecto Portela + 1, novo aeroporto no Montijo, nada, mesmo nada, absolutamente nada, tem a ver com o projecto de construção de uma ponte pedonal, que integra uma estratégia de mobilidade urbana e ambiental de valorização das zonas ribeirinhas.
Uma coisa é a mobilidade regional da responsabilidade do Governo. Outra coisa é a responsabilidade de mobilidade urbana, que tem a ver com as concepções e modelos de cidade e qualidade de vida ambiental e fruição das zonas ribeirinhas.
Mistura-se tudo, e, de facto, não havia necessidade. Nem o primeiro-ministro António Costa tem qualquer responsabilidade ou decide sobre esta matéria. Isto é com as autarquias.
António Costa, demonstra que quer cumprir com a sua palavra. Finalmente, um governante olha para esta margem e sente que é preciso e imperioso investir na melhoria da mobilidade regional.
Fica o registo. Por essa razão, merecidamente, atribuímos a António Costa o «Rosto da Semana».
S.P.













