Rota 66 – BarreiroIgnorar estes mandarins do século XXI é um prazer.
Parece que a ideia é motivar que se faça censura, que não se publiquem documentos de tal, ou tal força politica. São assim uma espécie de “trauliteiros ideológicos”.

Por Jornal Rostos
A estratégia dos “soundbites”
Fernando Pessoa, foi o autor da célebre frase publicitária – “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”.
Há coisas na vida que, por vezes, trazem à memória esta frase, quando se registam acontecimentos e situações, semelhantes ou verossemelhantes em tempos e contextos diferentes, os eleitorais ou pré-eleitorais.
E são mais notórios quando nascem apenas por má-fé, desvirtuando o real. O objectivo é claramente estigmatizar ou difamar.
São frases curtas, que se repetem, ditas umas vezes por um, outras vezes por outro, mais tarde um outro. O tema é sempre o mesmo. A ideia é sempre a mesma. Acontece nas redes sociais. Por vezes são perfis falsos. Outras vezes são reais, mas com os amigos e relacionamentos, sempre muito semelhantes com figuras da vida local.
Ou falam de jornais “tendenciosos”. Ou estabelecem conotações ideológicas intencionais a propósito de nada, apenas porque sim, porque, na verdade, é esse o objectivo, fazer passar essa mensagem de ligações e fantasmas. Artimanhas.
Parece que a ideia é motivar que se faça censura, que não se publiquem documentos de tal, ou tal força politica. São assim uma espécie de “trauliteiros ideológicos”.
Deturpam. Mentem. De tão bons e perfeitos que são, afinal, estão carregados de negativismo. Cultivam o ódio. Não olham a meios para atingir fins. Falam em Stalinismo, e, de facto, na prática, assumem comportamentos salazarentos. Querem calar o mensageiro.
Mas, cá por mim, admiro estes “intelectuais arruaceiros”, por uma única razão, em todos os tempos, eles são os mero porta-vozes dos seus donos, e, por essa razão os seus «soundbites» permitem conhecer as tácticas e a estratégias dos seus estados maiores, que, normalmente só olham para o próprio umbigo e desconhecem a força da Liberdade. Podem continuar a rotular a classificar, a instigar o ódio, mas um coisa é certa, para quem está na rota 66…ignorar estes mandarins do século XXI é um prazer.
Já vivi isto, tantas vezes, em situações diversas, que, na verdade - Primeiro estranha-se, depois entranha-se”.
A terra tremeu há 50 anos
Faz hoje 50 anos que Portugal foi abalado por um tremor de terra, que atingiu 7,3 na escala de Richter, o qual foi sentido por todo o país. Foi a 28 de Fevereiro de 1969.
Eu nunca esqueci. Nessa altura vivia em Lisboa, frequentava o Curso Industrial, à noite, na Escola Afonso Domingues, e, por esses dias, uma matéria que se estudava nas aulas de Geografia, entre outras, eram os tremores de terra – as escalas, epicentros, hipocentros, tipologia de ondas sísmicas, etc. Ainda guardo o livro de Geografia e dentro dele recortes dos jornais da época.
Nessa noite, do tremor de terra, vi perfeitamente, uma onda autêntica, a subir e descer ao longo do chão, antes da luz apagar. E escutei os gritos do meu pai que dizia: “Filho, vem para aqui, morremos aqui os dois”. Agarrou-me e ficámos, encostados, ele apertando-me nos braços, como se me estivesse a proteger, ali, junto a uma coluna, enquanto sentíamos tudo a abanar e se escutava um urro a ecoar no espaço. Parecia que nunca mais acabava. Passou. E saímos para a rua, onde centenas de pessoas de pijamas, descalços, conversavam aterrorizados. Falava-se em réplicas. Felizmente, por ali, naquela zona da Graça, foi só tremor. Estilhaços de varandas e pouco mais.
Nunca esquecerei este tremor de terra, apesar de, ao longo da vida, ter sentido outros, pelo menos mais três, na minha terra em Vila Real de Santo António.
Dez anos após a morte recebiam pensão
O meu país é uma delícia. Noticia de hoje, o Tribunal de Contas alertou para o facto de Segurança Social apenas ter conseguido recuperar 16,7% dos 3.7 milhões de euros, de pensões de sobrevivência que, após a morte dos pensionistas, foram pagos durante dez anos.
O Tribunal de Contas sublinhou que a Segurança Social leva muito tempo a suspender as prestações, por morte.
Mas perder estes milhões é obra! É assim, o meu país!
Mas, como refere uma amiga, nas redes sociais, não vale a pena ficarmos chateados, porque, afinal, este é um exemplo, real e objectivo, que demonstra...há vida para além da morte!
António Sousa Pereira













