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Inferências

Somos uma pedra redondaAcredito na ética que se escreve com palavra – Amor!

É por isso que a vida é mais que essa ética que se escreve e não se sente, nem pensa, nem se pratica, essa ética que é apenas uma palavra para ornamentar a gordura dos pensamentos. Essa ética que se vomita eivada de rancor e de arrogância. Ódio. Intolerância. Sobranceria. Pedantismo. Tenho pena.

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Somos uma pedra redonda Acredito na ética que se escreve com palavra – Amor!

Por Jornal Rostos

Viver é sentir o tempo que vivemos, tocar com os olhos nas paisagens, colorir o tempo de azul, partilhar com os outros as nossas vivências. Porque não estamos sós, não vivemos sós, nem somos apenas nós. Afinal, tudo, mesmo tudo, o que somos é inscrito no tempo que vivemos.

Quando nós sentimos o tempo, nele encontramos o tempo que percorremos, a vida, essa, que nos faz orgulhar do que somos, do que vivemos, é, nisso, apenas nisso que somos nós, lá por dentro, bem por dentro dos neurónios onde, como dizia uma canção, é um jardim, o nosso jardim, onde só entra quem a gente quiser, porque esse lugar, é nosso, o recanto onde nos encontramos, onde o eu é eu, também, onde o eu é tu, e, onde se quisermos o eu é nós. É nesse interior que somos, nesse lugar onde a palavra amor, floresce e renasce, sempre que abrimos os olhos e dizemos: Bom Dia!

Olhar a paisagem e sentir o vento soprar nos neurónios, silenciosamente, é sentirmos o tempo que somos, sim que somos, a fluir no coração, mergulhando nas raízes das palavras. Esse sentir os neurónios feitos das palavras que somos é a beleza que faz o ritmo e a vida. É lindo!

É por isso que a vida é mais que essa ética que se escreve e não se sente, nem pensa, nem se pratica, essa ética que é apenas uma palavra para ornamentar a gordura dos pensamentos. Essa ética que se vomita eivada de rancor e de arrogância. Ódio. Intolerância. Sobranceria. Pedantismo. Tenho pena.

Cá por mim, acredito na ética que se escreve com palavra – Amor!

Sim tenho pena porque essa outra ética, essa que encontro, por vezes, em comentários de circunstância, acreditem, cheira a fénico, é apenas um arroto que se acha intelectual. Prefiro sentir o vento, e, com o olhar a mergulhar nas águas do Tejo.

É uma maravilha viver os instantes. Sorrindo. sempre sorrindo, porque a vida é para sorrir.

Não se enervem. Freud, explica isso!

S.P.

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