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Inferências

A(nota)mentosEmídio Xavier foi eleito faz hoje 19 anos

Nas eleições autárquicas de 2001, que foram realizadas no dia 16 de Dezembro 2001, o Partido Socialista, conquistou a presidência da Câmara Municipal do Barreiro.

Carlos Maurício candidato do PCP/CDU, tinha por trás de si uma herança de muito trabalho realizado no mandato de Pedro Canário, e, apresentou um programa eleitoral, dos mais inovadores da CDU, a ideia de um Barreiro Verde.

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A(nota)mentos Emídio Xavier foi eleito faz hoje 19 anos

Por Jornal Rostos

Na verdade, Emidio Xavier ao vencer o PCP/CDU escrevia uma página na história do Poder Local barreirense retirando a presidência ao PCP/CDU, uma vitória inesperada, pois surge na sequência de um mandato de Pedro Canário, daqueles que foi marcado por muita obra realizada e que legou diversos projectos que foram concluídos na gestão de Emidio Xavier.
Mas, não vou falar de obra, porque isso de obra, ao longo de 40 anos nada foi feito neste concelho, todos já sabemos isso, pelas narrativas que se propagam, como cassetes, nas redes socias.

Quero recordar, aqui e agora, Emidio Xavier porque se outros autarcas deram outros contributos positivos na gestão autárquica, por exemplo Helder Madeira, na melhoria de abastecimento de água, na melhoria da rede de saneamento básico, na recuperação de ruas e passeios ( com tantos, mas tantos, antes e depois, melhorando os espaço públicos e criando zonas verdes) ou até mesmo legando, para a época, um das melhores biblioteca públicas do país, ou Pedro Canário dando passos decisivos no arranque da informatização dos serviços, com aquisição de equipamentos e um plano de formação dos trabalhadores que contribui para profundas mudanças na gestão quotidiana, para além, das novas Oficinas dos TCB, e, o projecto do POLIS.

Mas, Emidio Xavier, o primeiro presidente de uma gestão socialista, trouxe para o pensamento do Poder Local algumas ideias estratégicas que depois foram, também, dinamizadas e construídas pela gestão de Carlos Humberto.

Aliás, Emidio Xavier e Carlos Humberto, são dois autarcas de elevado nível politico, que confrontando-se politicamente, sempre souberam respeitar-se como pessoas e, inclusivé, para além das criticas e divergências de opiniões, óbvias entre forças politicas diferentes, com visões diferentes, mantiveram o respeito pelo legados de seus antecessores.

Emidio Xavier, por exemplo, trouxe para a narrativa do discurso politico do concelho do Barreiro a temática do turismo. Não por considerar que eramos uma cidade vocacionada para o turismo, mas, por existiam nichos que era possivel potenciar. Recordo aquelas viagens de comboio que ligavam a Estação Fluvial do Barreiro – Mar ao centro do espaço industrial, na época completamente fechado ao território urbano do centro da cidade. Uma iniciativa promovida pelo pelouro cultural, liderado por Madalena Alves Pereira.
O tema do Turismo e visitação passou a estar presente na agenda politica local. A decisão de construir a muleta, na gestão de Carlos Humberto, que, de certeza um dia iria navegar nas águas do Tejo, e, ali ser uma referência turistica e o emblema de uma cidade. Merece aqui o elogio e o reconhecimento, a gratidão, infelizmente, não é essa a visão de certos politicos que consideram que a Muleta é uma coisa menor, pasme-se, que é para passear.

Emidio Xavier colocou na agenda a necessidade de ser dinamizado um projecto de revitalização do território industrial, sabendo que tal passava pelo diálogo com o Poder Central, pela avaliação feita da situação daquele território, no contexto do PROT – AML. Assumindo objecivamente que o território do Barreiro tinha que ter um papel de centralidade na AML.
Nasceu o Masterplan. Houve uma ideia. Sim, também houve a utopia da «Cidade do Cinema».

A ligação do Barreiro ao rio, a valorização da zona ribeirinha é outra vertente do pensamento estratégico da gestão de Emidio Xavier, com a liderança de Luis Pedro Cerqueira, responsável pela área do Planeamento.
A gestão de Emidio Xavier está bem presente no logotipo que, na época foi criado, aquela visão do Barreiro, que tem o seu ex-libris nos Moinhos de Alburrica, mas vistos numa visão de helicóptero, olhando a cidade a abraçar o rio.

Tanta coisa que era possivel escrever. Emidio Xavier deve orgulhar-se do seu legado.
Aliá o Barreiro deve orgulhar-se do muito trabalho e dedicação de todos os autarcas que lideraram o concelho, ter para todos eles um abraço fraterno de gratidão, deram o seu melhor e deixaram marcas das suas gestões.
É uma enorme ingratidão, para os trabalhadores da autarquia, para os eleitos de sucessivas gestões, essa narrativa dos 40 anos, dos 12 anos, afirmar que nada foi feito, que o Barreiro parou no tempo, quando nestes anos todos, mas todos, geriram um território e uma cidade, que sofreu a mais profunda crise – a sua desindustrialização e que ficou ao abandono, por sucessivos governos, sobrevivendo com enormes dificuldades financeiras.
Emidio Xavier colocou o Barreiro nas agendas do governo. Carlos Humberto colocou o Barreiro nas agendas do governo. É por aqui que tem que começar a mudança.

Quero, neste dia, que passam 19 anos sobre a eleição de Emidio Xavier, prestar-lhe esta justo reconhecimento, porque uma cidade é feita dos seus heróis, aqueles que tudo dão sem querer nada em troca, fazem-no por amor à comunidade.
Tanta obra que está inscrita neste Barreiro fruto do trabalho de homen0ss e mulheres, que trabalharam com insuficiências que, só me apetece dizer – gostava de vos ver ali!
Obrigado Emidio Xavier!

António Sousa Pereira

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