A(nota)mentosManter, alterar ou repor as freguesias no concelho do Barreiro

Por Jornal Rostos
O governo entregou na Assembleia da República a proposta de Lei que define o regime de criação de novas freguesias, modificação ou extinção de freguesias.
A criação das uniões de freguesias, assim como a extinção de freguesias no concelho do Barreiro não se concretizou com um debate politico objectivo, consensual e visando pensar e criar contextos de reorganização administrativa com visão de futuro e com respeito pela história local.
Foi uma decisão que contou com a oposição de forças politicas como a CDU, BE e PS. E a plena concordãncia do PSD, afinal esta era uma proposta do governo de Passos Coelho.
A discussão sobre a proposta de reorganização administrativa ficou fechada no fechamento de posições. O governo irredutível. E foi aquilo que se viu...
A nova proposta de Lei pode proporcionar que sobre esta temática se desenvolve um debate politico aberto e frontal, que se feche num conflito de posições partidárias. Os cidadãos podem ter uma papel importante na reflexão sobre este assunto.
Este não é um assunto de partido é um assunto de comunidade, do pensar e planear o território. A cidade. As vilas que nela existem. A zona rural. A zona urbana.
Um debate que pode ser um contributo para o diálogo interpartidário e de motivação dos cidadãos para o fazer cidade e construir futuro.
Um debate que deve unir e não dividir. Obviamente que podem existir opiniões diferentes, mas, de certeza, que é possível encontrar consensos amplos que abram caminhos a mudar a actual realidade, marcada pela existência de uma mega freguesia, pela decapitação de freguesias com história e identidade, pelo óbvio reconhecimento, desde a primeira hora, que quatro freguesias no concelho são insuficientes para uma gestão de proximidade eficiente, e, que, afinal, seria importante o repor as oito freguesias ou repensar uma nova divisão territorial, que respeite a história e as identidades da comunidade, ao mesmo tempo que olha para o desenvolvimento territorial das próximas décadas. Pensar presente e fazer futuro, sem dramas.
S.P.













