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Inferências

Rota 66 – Pelo Barreiro, pelo mundo...Nas redes sociais devia ser criada a figura de «gestor de opinião»

. “Mais de 800 Padres já vacinados”.

Nas redes sociais devia ser criada a figura de «gestor de opinião». São tantos os que existem, que divertem e causam tédio. Estão sempre de lápis afiado. Principalmente quando são criticas ou comentários aos poderes instituidos.

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Rota 66 – Pelo Barreiro, pelo mundo... Nas redes sociais devia ser criada a figura de «gestor de opinião»

Por Jornal Rostos

Nos meus tempos de vivência entusiasmada do Movimento Cooperativo, existiam temas que animavam algumas reuniões entre dirigentes e, até, o debate de ideias sobre o futuro, nomeadamente a “integração económica” e a “fusão”. Eram temas constantes em conversas, artigos e nas agendas das reuniões.
Hoje, pela manhã, esses debates e conversas tocaram o meu pensamento e foram o «leit motiv» para dar uma grande gargalhada.
Quando entrei na papelaria li o título do Correio da Manhã, e, não me contive no riso, naquela mistura de pensamentos entre a memória e a actualidade.
Voltando às reuniões do cooperativismo, nos tais temas que eram uma constante, ano após ano, reunião após reunião.
Um dia, no decorrer de uma dessas reuniões, um dirigente, cansado de tanta conversa e narrativas sobre «integração» e «fusão», comentou: “Nesta conversa sobre fusão e integração cooperativa que todos falam e dizem que concordam e que é o futuro, acho que todos, a repetir sempre a mesma conversa e a adiar, fazem lembrar os católicos. Todos falam que querem ir para o céu, que o céu é o futuro de todos, mas, depois, ninguém quer ir para o céu e todos fazem o possível de ir para o céu quanto mais tarde melhor”.
Esta conversa chegou à minha memória, em risos e proporcionou-me uma deliciosa gargalhada matinal, quando li aquela manchete do Correio da Manhã : “Mais de 800 Padres já vacinados”.

Os gestores de opinião

Nas redes sociais devia ser criada a figura de «gestor de opinião». São tantos os que existem, que divertem e causam tédio. Estão sempre de lápis afiado. Principalmente quando são criticas ou comentários aos poderes instituidos. São uma espécie de «ratos de sacristia». Sim, as redes sociais são o espaço perfeito para a sobrevivência dessas figuras. Beatos. Censores. Tagarelas. Cassetes. Repetidores. Ecos. Voz do dono. Bobos da Corte. Engraxadores. Troca tintas. Puritanos. Servos.
Mas, digo-vos, o essencial é não lhes dar importância. Eles carecem de lixo para sobreviver, de conversas feitas na banalidade, nas narrativas de bons e maus. Se lhes retiramos o alimento ficam sufocados nos próprios arrotos.
Basta conhecê-los. Registar os seus nomes. E, depois, ignorar. Ignorar mesmo. Eles são tão pequeninos e pequeninas. Coitados. Dão pena.
Mas a vida é isto, em todos os tempos, em todas as épocas, existirão ratos de sacristia.
Hoje, nas redes sociais eles multiplicam-se e vestem diversas vestes. Uns são reais. Outros falsos. Outros, até, ditas figuras que se transformam em figurões. Esses, então, adoram ser protagonistas, discutem ou trocam textos, com uma superioridade bafiosa, arrogante.
Há aqueles que lançam o isco, para depois os servos utilizarem – uma espécie de manual - esses, são os «ratos finos», e esses, por serem especiais deviam ter direito a um «estatuto» - gestores de opinião. Uma espécie de controladores de ideias, que podiam usar cartões para assinalar – as verdades, as meias verdades, as verdades que hão-de ser verdade, as mentiras que passam por verdade. Enfim.
E adiante... «Não habia nexexidade».
Por hoje, fico por aqui...divirtam-se!

S.P.

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