PSD vive “Ciclotomia Política”
No dia 11 de Janeiro passaram dois anos desde a tomada de posse de Emídio Xavier, no cargo de Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, retirando ao Partido Comunista Português este seu “bastião”, um dos seus símbolos nacionais.
Na verdade, passados dois anos o PCP ainda não se convenceu que perdeu as eleições autárquicas, nem que tivesse perdido por um voto – “porque por um voto se perde, por um voto se ganha” – como afirmava o ex-Presidente Pedro Canário.
Mas também o PSD, começa a demonstrar sinais que não está convencido que foi o PS que ganhou as eleições no Barreiro.
Na verdade, passados dois anos o PCP ainda não se convenceu que perdeu as eleições autárquicas, nem que tivesse perdido por um voto – “porque por um voto se perde, por um voto se ganha” – como afirmava o ex-Presidente Pedro Canário.
Mas também o PSD, começa a demonstrar sinais que não está convencido que foi o PS que ganhou as eleições no Barreiro.
Por António Sousa Pereira
Quanto ao PSD vive afectado pela “Ciclotomia Política” ( oscila entre dois estados opostos).
Na Câmara permite que o PS governe. Na Assembleia Municipal trava o PS.
Este comportamento do PSD é fruto das vivências, durante anos, com o PCP.
O PSD tinha um absoluto respeito pelo PCP porque, naturalmente, não queria ser acusado de “partido reaccionário” e, simultaneamente, contribuía conjuntamente com o PCP para a “estigmatização” dos socialistas.
Essa cultura da “muleta” causou ao PSD deformações.
Não sabemos que cidade o PSD quer, porque o PSD oscila entre a cidade do “PCP” e a cidade do “PS” e parece esquivar-se do seu próprio caminho.
O PSD tem ( ou tinha) uma estratégia de longo prazo com a finalidade de se afirmar como partido com capacidade de ser alternativa ao PS.
Só que, hoje, o PSD tem dúvidas se o PS vai continuar e, até acredita, no eventual cenário do regresso do PCP.
Então, por esta razão, o PSD vive este clima de “ciclotemia Política” ora encosta-se ao PS, ora encosta-se ao PCP.
O PSD, por este caminhar esvazia a sua estratégia : começa a manifestar receios pelo futuro, demonstra que se sente “inferior” ao PS e procura “impulsivamente” com hostilidade caminhos desconhecidos.
O PSD está afectado pela “hipocondria política” do PCP devido aos muitos anos de acção conjunta que mantiveram na vida política local.
O PSD não pode manter este percurso político porque, de facto, a continuar o seu estado poderá evoluir para “nevrose política”.
Isto é, o PSD pode entrar em alucinações, mania da grandeza ou da perseguição, dado que, tal como o PCP, parece não estar convencido que foi o PS que ganhou as últimas eleições autárquicas.
O PSD tem que optar ou escolhe estar com o PS e constrói em parceria de gestão, criticando, exigindo, ou então escolhe estar com o PCP, e opta pelo “Estatuto de Oposição”.
Esta “ciclotomia política” do PSD de forma alguma permitirá ao PSD consolidar uma estratégia de “alternância”.
O PSD ao colar-se à estratégia do PCP, sabe que dá força ao PCP e enfraquece o PS, mas perde a respeitabilidade que granjeou quando, ao longo de anos, colocou em primeiro lugar o Barreiro, quer nos tempos do PCP, quer nos dias de hoje quando abre portas ao PS, junto ao Poder Central.
Na Câmara permite que o PS governe. Na Assembleia Municipal trava o PS.
Este comportamento do PSD é fruto das vivências, durante anos, com o PCP.
O PSD tinha um absoluto respeito pelo PCP porque, naturalmente, não queria ser acusado de “partido reaccionário” e, simultaneamente, contribuía conjuntamente com o PCP para a “estigmatização” dos socialistas.
Essa cultura da “muleta” causou ao PSD deformações.
Não sabemos que cidade o PSD quer, porque o PSD oscila entre a cidade do “PCP” e a cidade do “PS” e parece esquivar-se do seu próprio caminho.
O PSD tem ( ou tinha) uma estratégia de longo prazo com a finalidade de se afirmar como partido com capacidade de ser alternativa ao PS.
Só que, hoje, o PSD tem dúvidas se o PS vai continuar e, até acredita, no eventual cenário do regresso do PCP.
Então, por esta razão, o PSD vive este clima de “ciclotemia Política” ora encosta-se ao PS, ora encosta-se ao PCP.
O PSD, por este caminhar esvazia a sua estratégia : começa a manifestar receios pelo futuro, demonstra que se sente “inferior” ao PS e procura “impulsivamente” com hostilidade caminhos desconhecidos.
O PSD está afectado pela “hipocondria política” do PCP devido aos muitos anos de acção conjunta que mantiveram na vida política local.
O PSD não pode manter este percurso político porque, de facto, a continuar o seu estado poderá evoluir para “nevrose política”.
Isto é, o PSD pode entrar em alucinações, mania da grandeza ou da perseguição, dado que, tal como o PCP, parece não estar convencido que foi o PS que ganhou as últimas eleições autárquicas.
O PSD tem que optar ou escolhe estar com o PS e constrói em parceria de gestão, criticando, exigindo, ou então escolhe estar com o PCP, e opta pelo “Estatuto de Oposição”.
Esta “ciclotomia política” do PSD de forma alguma permitirá ao PSD consolidar uma estratégia de “alternância”.
O PSD ao colar-se à estratégia do PCP, sabe que dá força ao PCP e enfraquece o PS, mas perde a respeitabilidade que granjeou quando, ao longo de anos, colocou em primeiro lugar o Barreiro, quer nos tempos do PCP, quer nos dias de hoje quando abre portas ao PS, junto ao Poder Central.













