Por dentro dos dias - BarreiroA alma, acreditem, é como a Liberdade não tem preço!

Por Jornal Rostos
Era pouco mais de meia noite e recebo no facebook um alerta que Paulo Freixinho, o rosto nacional das palavras cruzadas, um homem do Barreiro, que acabava de colocar no seu site, naquele instante as palavras cruzadas que criou para assinalar os 20 anos do jornal Rostos. Foi uma agradável surpresa. Agradeci ao Paulo Freixinho. E disse-lhe que me emocionou, é verdade ao ler e olhar as palavras das palavras cruzadas uma lágrima espreitou os meus olhos. Sorri. Obrigado, Paulo Freixinho, por fazeres este dia nascer com um carinho, o dia que marca 20 anos de dedicação, de amor ao jornalismo local e regional.
Sai de casa pela manhã, sentindo a poesia azul a voar nos meus olhos, e as palavras a tocar os nervos.
Fui tomar o pequeno almoço no Centro Comercial Bombarda, onde funciona a Sede e redacção do jornal Rostos. Tive a companhia da Cristina – a Mãe Natal, que sonha construir uma projecto de animação cultural e, a Cláudia Bizarro, por ali estivemos conversando sobre a vida e sobre o mundo.
“Ninguém dá pontapés a um cão morto”, comentava a Cláudia, recordando uma frase que um dia um seu colega advogado com ela partilhara, a propósito da vida e dos arrogantes.
E durante todo o dia celebrei os 20 anos do jornal «Rostos». Foram muitas, imensas palavras de amizade, testemunhos, que permitiram que valeu a pena, que vale a pena esta luta diária.
De manhã, com a Cristina, vestida de Mãe Natal, distribuímos jornais pelas ruas do centro do Barreiro. Foi bonito.
Quando andava ali, pela zona da Estátua Alfredo da Silva, um cidadão recebeu o jornal e comentou: “Este é o jornal «Rostos» que só sabe atacar os socialistas e que só diz que os comunistas é que foram bons”.
Respondi-lhe que o jornal «Rostos» é plural de opiniões, defende a democracia e a Liberdade.
Sim, isso que diz, é a campanha de calúnia alimentada há alguns anos.
Outras pessoas recebiam o jornal com afecto – “Olha, o jornal do Sousa”.
Eu sorri, é isso, este é um jornal que tem rostos, que dá rostos e do qual eu sou um rosto. Um rosto com opinião. Que nunca deixará de ter opinião. Que terei sempre opinião. Registem.
O almoço, não podia deixar de ser no Restaurante Transmontana, onde há vinte anos foi feita a apresentação da primeira edição impressa. Ali, com a familia, para assinalar a efeméride, dado que o jantar para o qual estão inscritos mais de meia centena de pessoas, devido ao evoluir da situação COVID foi adiado para janeiro ou fevereiro.
De tarde o Grupo «Os Alegres» cantaram os parabéns e entoaram os cânticos de natal. Um dia de festa, ao que não faltou um miminho, onde está inscrita a frase - «Rostos 20 anos – Viver o Sonho». Isto é que é lindo.
No final do dia recebi uma mensagem do meu amigo Pedro Vasconcelos, referindo tinha deixado uma palavra de parabéns ao jornal Rostos, no decorrer da reunião da Assembleia Municipal. Agradeci. Não assisti à reunião da AMB.
Quando estava a escrever este registo do quotidiano, tocou o telefone, era o Nuno Banza, a dar os parabéns. E a recordar que este é um jornal pioneiro em Portugal na comunicação digital e que é graças a uma entrega e grande dedicação que se mantém vivo.
Fiquei a pensar é isso, eles não percebem que aquilo que é feito com paixão não sucumbe, nem vive, nem nunca viveu por praxes, ou submissão. Não percebem, nunca hão-de perceber que vender a força do trabalho, não é vender a alma, porque a alma, acreditem, é como a Liberdade não tem preço.
Obrigado a todos os que expressaram palavras de carinho e fraternidade.
Obrigado aos que nos criticam porque nos ajudam a corrigir os erros.
Obrigado Barreiro!
António Sousa Pereira













