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Inferências

Rosto da SemanaAntónio Costa - «a maioria absoluta não é poder absoluto»

Nas eleições legislativas realizadas ontem o Partido Socialista obteve a maioria absoluta.
António Costa, na noite eleitoral, após ser reconhecida a vitória, na sua declaração pública afirmou que – “a maioria absoluta não é poder absoluto, não é governar sozinho”.

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Rosto da Semana António Costa - «a maioria absoluta não é poder absoluto»

Por Jornal Rostos

Estas palavras de António Costa, mais que a vitória politica eleitoral, motivaram-me a atribuir-lhe esta nota de «Rosto da Semana», porque na verdade, nos tempos que correm cada vez mais impõe-se que a politica seja mobilizadora para a vivência da vida democrática e não castradora da democracia.
A democracia começa no respeito pelas diferenças, porque a democracia, já o escrevia Virgilio Ferreira, não é uma ideologia é o confronto de ideologias.

A esquerda deve ser exemplar na sua acção politica e demonstrar, como disse António Costa, que este resultado eleitoral “é uma responsabilidade acrescida” porque é essencial “governar com e para todos os portugueses”.
“Será uma maioria de diálogo com todas as forças politicas que representam na Assembleia da República os portugueses na pluralidade”, disse António Costa, sublinhando a sua vontade de mudar a imagem que os portugueses têm das maiorias absolutas na história de Portugal. Eu tenho medo.

O PS e António Costa têm pela frente, nos próximos quatro anos, o grande desafio de consolidar a vivência da democracia, demonstrar que a esquerda é uma força politica de diálogo, de liberdade e de respeito pela dignidade.
Uma breve nota, este desafio de vivência da maioria absoluta decorre num mandato que, ironicamente, vai passar pela comemoração dos 50 anos do 25 de Abril de 1974, que derrubou a ditadura e, também, pelo centenário da instalação da ditadura em 28 de maio de 1926.

Aqui fica este registo, com a atribuição do «Rosto de Semana» a António Costa, que esta seja, sem dúvida, a “vitória da humildade, confiança e pela estabilidade”.

António Sousa Pereira

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